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Para petista, ação contra Vargas é baseada em noticiário

ERICH DECAT E DAIENE CARDOSO - Agência Estado

09 Abril 2014 | 15h 06

O deputado Zé Geraldo (PT-PA) apresentou na tarde desta quarta-feira, 9, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara uma questão de ordem em que tentar impedir a abertura do processo disciplinar contra o deputado licenciado André Vargas (PT-PR). No momento, os deputados debatem o assunto.

De acordo com Zé Geraldo, não pode ser aberto o processo por se basear em reportagens jornalísticas relativas à investigações da Polícia Federal (PF) que culminaram com a deflagração da Operação Lava Jato. "Note-se que são matérias jornalísticas que dão a versão daqueles meios de comunicação aos fatos e expõem supostas provas que teriam origem em fontes daqueles noticiosos", afirmou.

Durante a leitura do documento, ele defendeu que as investigações sobre Vargas sejam feitas na Corregedoria da Casa, como propôs o Psol. "Em sua representação, o Psol, por intermédio do seu líder, deputado Ivan Valente (SP), enfatizou que a Corregedoria corresponde à instância apropriada para a investigação das acusações", ressaltou Zé Geraldo.

O pedido de instalação do processo disciplinar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara foi feito pelo PSDB, DEM e PPS nesta segunda-feira, 7. A manobra dos petistas é feita de olho na possibilidade de o deputado licenciado do PT do Paraná ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Caso Vargas seja condenado no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, pode perder o mandato em votação aberta no plenário e passaria a ficar inelegível. Caso se inicie uma investigação na Corregedoria, somente após concluído e votado um parecer sobre o tema é que as discussões passariam a ser feitas Conselho de Ética. "Não existem provas, além de notícias jornalísticas baseadas em fontes anônimas ou obtidas ilegalmente de um inquérito policial sigiloso", disse Geraldo.