1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Para Paulinho da Força, impeachment de Dilma não mudaria medidas de ajuste fiscal

- Atualizado: 03 Fevereiro 2016 | 14h 05

Deputado, que é presidente do Solidariedade, primeiro partido a defender abertamente o afastamento da presidente, afirma que possível substituto tomaria as mesmas medidas com relação à reforma da Previdência e aumento de impostos

Atualizada às 13h42

Presidente do Solidariedade, primeiro partido a defender abertamente o impeachment da presidente Dilma Rousseff, e da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, disse em uma plenária da central que mesmo em caso de afastamento da petista, o governo que a suceder aplicaria as mesmas medidas de ajuste fiscal contrárias aos interesses dos trabalhadores.

Segundo Paulinho, que na sessão dessa terça-feira, 2, da Câmara exibiu para Dilma faixa com a frase “o Brasil não aguenta mais você, caia fora”, o Congresso só espera a queda da presidente para aprovar a volta da CPMF, alvo de vaias da oposição durante o discurso da petista ontem.

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP)

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP)

"Se mudar o governo não tenha dúvida, as reformas são as mesmas, é reforma da Previdência, é aumento de imposto, tudo aquilo que nós estamos falando que não aceitamos desse (governo). Porque para sair dessa situação o outro vai fazer o quê? Por que a CPMF está parada na Comissão de Constituição e Justiça? Porque estão esperando a Dilma cair pra aprovar. Ou você acha que eu sou besta?", disse o parlamentar em plenária da Força Sindical realizada no dia 12 de janeiro, em São Paulo.

O discurso de Paulinho tinha como objetivo derrubar resistências ao seu retorno à presidência da central sindical, da qual estava licenciado. Desde que o deputado reassumiu seu posto sindical, dirigentes da Força ligados a outros partidos temem que Paulinho instrumentalize a central conforme os interesses do Solidariedade e, com isso, deixe em segundo plano a defesa dos trabalhadores.

“Sou hoje uma das principais personalidades do impeachment da Dilma. Se vai mudar o governo eu também sei o que vem depois”, disse o deputado na plenária sindical.

Na quinta-feira, 4, no entanto, o Solidariedade, partido presidido por Paulinho, defenderá o impeachment de Dilma em seu programa de TV. A inserção terá duração de 10 minutos, tempo ao qual o partido tem direito. 

No programa, Paulinho e outros nove deputados da legenda enumeram seus argumentos para o afastamento da presidente: falta de credibilidade da economia, pedaladas fiscais, a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás, mentiras da campanha eleitoral e crise econômica.

Segundo a peça publicitária, o Solidariedade foi criado dois anos atrás “para atender interesses dos trabalhadores e aposentados” e foi “o primeiro partido a defender o impeachment da Dilma”.

Nesta quarta-feira, 3, Paulinho disse ao Estado que continua defendendo o impeachment de Dilma. Segundo ele, um eventual novo governo não mudaria a reforma da Previdência nem o aumento de impostos, mas ajudaria a melhorar o andamento da economia e o ambiente político. Já em nota, a Força Sindical informa que vai procurar as demais centrais para propor um calendário de mobilizações contra a reforma da Previdência. A central prepara uma série de paralisações de fábricas, manifestações e greves setoriais contra a proposta do governo. 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em PolíticaX