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Para líder do governo, TCU 'tem que deixar de ser órgão político e ser órgão técnico'

José Guimarães critica Augusto Nardes, relator da análise das contas de Dilma e diz que a insistência em reforçar a suposta rejeição das contas pelo órgão faz parte da 'agenda dos caos'

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 20h05

Brasília - O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou  nesta noite que o Tribunal de Contas da União (TCU) "tem que deixar de ser um órgão político e ser um órgão técnico". "A nossa expectativa é que o conjunto dos ministros tenha uma postura independente do voto do relator", disse Guimarães, em referência ao relator do processo que analisa as contas do governo Dilma Rousseff em 2014, ministro Augusto Nardes. O governo pede o afastamento de Nardes acusando-o de antecipar o seu voto pela rejeição das contas em manifestações por meio da imprensa. 

Guimarães lembrou ainda que o parecer do TCU não é terminativo e que o poder de aprovar ou rejeitar as contas de Dilma é do Congresso Nacional. "O TCU é um órgão auxiliar, não tem poder de decisão coisíssima nenhuma", disse. Para o petista, a insistência em reforçar a suposta rejeição das contas pelo órgão faz parte da "agenda dos caos". "É a agenda dos golpistas. Estamos tranquilos e a nossa opinião é que o TCU não seguirá essa posição política da matéria." 

Mais cedo, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, protocolou um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o julgamento das contas agendado para acontecer amanhã, 7, no Tribunal de Contas da União (TCU). O caso foi distribuído ao ministro Luiz Fux. 

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