Para lembrar: pistoleiros foram condenados por matar fiscais em chacina de Unaí

Em 28 de janeiro de 2004, quatro funcionários do Ministério do Trabalho foram mortos a tiros na zona rural de Unaí, município do Noroeste de Minas Gerais, enquanto fiscalizavam as fazendas de Norberto Mânica, irmão de Antério Mânica, então prefeito da cidade, por denúncias de trabalho escravo e contratações irregulares de trabalhadores. 

Humberto Abdo, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

27 Outubro 2015 | 19h34

Três pistoleiros contratados para realizar a emboscada foram condenados a penas que variam de 56 a 94 anos de prisão acusados de ter atirado no motorista Ailton Pereira de Oliveira e nos auditores fiscais Nelson José da Silva, João Batista Lages e Erastótenes de Almeida Gonçalves.

As condenações de Rogério Allan Rocha Rios, Erinaldo Vasconcelos Silva e Willian Gomes de Miranda ocorreram nove anos mais tarde, em setembro de 2013, após uma série de recursos apontados pela defesa. Até então, todos estavam em liberdade. 

Conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), as quatro vítimas foram mortas em função da atividade que exerciam, enquanto se deslocavam dentro de um veículo nas visitas às propriedades rurais. Erinaldo Silva, um dos condenados, admitiu ter recebido R$ 50 mil de Francisco Pinheiro, réu falecido em 2013, para cometer o crime. Na época da prisão, como justificativa ele alegou que os fiscais estavam "incomodando algumas pessoas".

 

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