ED FERREIRA/ESTADÃO
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Para Kátia Abreu, reforma ministerial ajudará na aprovação do ajuste no Congresso

Ministra da Agricultura, que deve ser mantida no cargo, avalia que mudança no primeiro escalão trará tranquilidade ao Legislativo

Adriana Fernandes e Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 11h18

Brasília - Na reta final de definição da reforma ministerial, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO), afirmou na quarta-feira, 30, que a mudança na equipe da presidente Dilma Rousseff ajudará na aprovação do segundo ajuste fiscal no Congresso. Para a ministra, uma das mais próximas de Dilma na Esplanada, a mudança no primeiro escalão trará tranquilidade ao Legislativo. "A presidente vai conseguir reduzir dez ministérios e ainda acomodar a base de forma mais inteligente e otimizada. Vai dar para acomodar todos os desejos", disse ela, em entrevista ao Broadcast.

A ministra admitiu que tem havido alguns erros nas negociações com o Congresso, mas que estão sendo corrigidos para trazer uma melhora no ambiente político na relação com a base aliada. "Prometeu, tem que cumprir. Acho que esta é a regra básica", afirmou.

Questionada sobre se o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que será transferido para o Ministério da Educação, tem responsabilidade nas dificuldades, ela o isentou e afirmou que não queria "fulanizar" a entrevista. "Não tenho absolutamente nada, nenhum reparo a fazer ao ministro Mercadante, que eu julgo uma pessoa íntegra e bem-intencionada". Ela disse não querer fazer julgamentos individuais e pessoais e preferir usar o termo "governo", incluindo ela própria nesses erros.

Uma das líderes da derrubada da CPMF no Senado em 2007, quando era filiada ao PFL (atual DEM), Kátia disse que faria tudo de novo, mas ponderou que hoje não há outro caminho a não ser elevar a carga tributária. "Sou contra todos os impostos, por natureza empresarial e liberal, só que, neste momento, se não for a CPMF, alguma alternativa tem que acontecer para que possamos superar esta fase", disse.

Para a ministra, é preciso deixar o Congresso à vontade para agir democraticamente em relação a eventual abertura de um processo de impeachment. Mas ressalvou que, se impopularidade for traduzida em afastamento, não sobra ninguém.

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