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Para Graça, compra de Pasadena não foi bom negócio

RICARDO BRITO E NIVALDO SOUZA - Agência Estado

15 Abril 2014 | 13h 18

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, reconheceu mais uma vez nesta terça-feira, 15, que a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), no presente momento, não foi um "bom negócio" para a estatal. Ela repetiu que o resumo executivo que embasou à decisão do conselho não fazia menção a cláusulas "extremamente importantes" para a tomada de posição da estatal.

"De todas as leituras e as vezes que vi o ex-presidente da Petrobras (Sérgio Gabrielli), eu não o ouvi dizendo que foi um excelente negócio. O que ele disse é que na época foi considerado um bom negócio", afirmou, em audiência pública a duas comissões do Senado.

A presidente da estatal ressaltou que, como engenheira, é "mais fácil" tomar decisões tendo todas as cartas sobre a mesa. "Nós hoje não encaminharíamos a compra da refinaria se tivéssemos todos esses dados sobre a mesa", disse, ao citar que a diretoria da empresa não tinha a seu dispor as cláusulas Put Option e Marlim. Segundo ela, se o negócio fosse hoje, a atual diretoria não aprovaria a operação.

Baixa de US$ 500 milhões

A diferença de valores na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras gerou uma baixa de US$ 500 milhões em impairment, termo contábil para perda na recuperação de ativos. "É um projeto (Pasadena) que nós tivemos de baixar do resultado US$ 500 milhões a título de impairment", afirmou a presidente da Petrobras.

Graça disse que a estatal pagou pela refinaria ao todo US$ 885 milhões. Fora esse valor, são juros e honorários advocatícios do período em que a Petrobras brigou na Justiça com a Astra Oil para ter 100% da refinaria. "Com o acordo extrajudicial pela compra dos 50% restantes, a Petrobras pagou no total, US$ 1,25 bilhão", citou.

Conforme comissão de apuração interna da estatal, a empresa belga pagou pelo menos US$ 360 milhões pela operação, e não apenas US$ 42,5 milhões. A presidente da Petrobras reconheceu que o negócio garantiu até o momento um baixo retorno para o capital investido. "Foi um bom projeto no início que se transformou num projeto de baixa possibilidade de retorno", afirmou.

Segundo ela, já estão reconhecidas perdas da ordem de US$ 530 milhões com a refinaria dos Estados Unidos. Mas ela destacou que Pasadena opera hoje com segurança.

A executiva citou ainda que a dívida bruta da estatal é de US$ 268 bilhões. A forte depreciação do real, afirmou, prejudicou os preços internacionais da venda de petróleo, o que fez com que fosse diminuída a receita da estatal nos últimos anos.

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