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Dida Sampaio|Estadão

Para governo, aprovação de CPMF será batalha mais difícil do que barrar impeachment

Lideranças na Câmara também não se mostram otimistas com relação à votação do tributo na Casa; previsão é que nova taxa represente arrecadação de R$ 10,3 bi

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Rachel Gamarski e Bernardo Caram,
O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2016 | 16h33

BRASÍLIA - A recriação da CPMF, matéria que já foi enviada ao Congresso, é mais um grande desafio para o governo este ano. Pela proposta do Executivo, os recursos provenientes do tributo iriam alimentar o caixa da Previdência.

No Planalto, interlocutores da presidente avaliam que o projeto "é mais difícil que o impeachment". No orçamento de 2016, aprovado no fim do ano pelo Legislativo, há a previsão de R$ 10,3 bilhões de arrecadação com o novo tributo.

Um dos partidos mais importantes para o governo em meio à dificuldade de aprovar matérias no Congresso, o PMDB ainda não tem posição fechada quanto à votação da CPMF.

Para o líder Eunício Oliveira (CE), a aprovação da matéria é "difícil", pois há um clima antipático ao tema. "É preferível buscar alternativas que não sejam o bolso do contribuinte, embora seja de fácil arrecadação", destacou.

Para o líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso (DF), o início de ano conturbado pode atrapalhar o andamento da matéria, que ainda precisa passar por uma comissão antes de ir a plenário. "O andamento deste tema será a partir de março, abril", disse.

Na oposição, o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB) disse que o partido é radicalmente contra a criação do tributo. "O governo não tem autoridade moral de cobrar um centavo a mais do povo brasileiro enquanto não der o próprio exemplo e reduzir a máquina pública", afirmou.

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