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Para FHC, crise entre Dilma e PMDB reflete sistema de 'cooptação'

ALINE BRONZATI, BEATRIZ BULLA E ELIZABETH LOPES - Agência Estado

12 Março 2014 | 11h 48

Na avaliação de ex-presidente, governo e aliados deixam de discutir projeto para o País e agenda política está igual a do regime militar

São Paulo - Ao comentar a recente crise entre o governo da presidente Dilma Rousseff e seu maior aliado, o PMDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que há um sistema de "cooptação", e não de coalizão, entre o Palácio do Planalto e o Congresso. "Agora temos cooptação, e não coalizão, pois não se está brigando por um projeto para o País. É cooptação porque há um esvaziamento da agenda pública", disse nesta quarta-feira, 12.

Fernando Henrique, que participa de um evento sobre os 20 anos do Plano Real, do qual foi o criador, avaliou que o impasse entre governo Dilma e PMDB já foi muito longe. Para ele, o desgaste na relação decorre da falta de uma ação preventiva por parte do governo e esse "cansaço" já está se refletindo na sociedade.

O ex-presidente tucano afirmou que, quando eleito, costurou acordos políticos, entre eles com o PFL (atual DEM), baseados em um projeto de desenvolvimento para o País, o que, segundo ele, não está acontecendo atualmente.

Mudanças no País. Ironizando os discursos recentes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua afilhada política, a presidente Dilma Rousseff, Fernando Henrique disse que, às vezes, parece que o Brasil está vivendo num mundo de ilusão, com uma "pregação" diferente do que as pessoas sentem na realidade, lembrando das manifestações de junho do ano passado, quando a população foi às ruas reivindicar melhorias em diferentes setores, como no transporte público e no combate à corrupção.

Para o ex-presidente, o Brasil atravessa um momento no qual a sociedade sente que algo deve ser feito para que o País "reengate" um futuro melhor. "É uma espécie de mau humor, que vem junto a algo mais preocupante, um rancor. Há um mal estar", disse.

O ex-presidente disse esperar que a oposição consiga traduzir nesta campanha eleitoral o anseio de mudança que a sociedade tem. "Os discursos do Aécio já estão sendo feitos nesse sentido", disse FHC. Mas, segundo o tucano, esse discurso do senador e provável candidato do PSDB vem passando despercebido porque o foco de atenção está em cima do que a presidente Dilma Rousseff fala e, segundo ele, não se pode esquecer que ela também é candidata no próximo pleito.

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