Universo dos Livros/Divulgação
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Para escritor, Dilma teria destino diferente se tivesse seguido lições de Maquiavel

No recém-lançado 'A Queda de Dilma', lances políticos que levaram à queda de petista são esmiuçados e comparados aos mandamentos de 'O Príncipe'

Gilberto Amêndola, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2017 | 11h55

Se a presidente cassada Dilma Rousseff tivesse se aprofundado na leitura de um dos clássicos da teória política, o destino dela poderia ter sido sensivelmente diferente. Pelo menos essa é a tese do jornalista Ricardo Westin, autor do recém lançado "A Queda de Dilma" (Ed. Universo dos Livros).

No livro, o jornalista explica que, ao desprezar as lições políticas de Maquiavel, Dilma Rousseff cavou a sua própria derrocada política. Os lances políticos que levaram à queda da petista são esmiuçados e, ao mesmo tempo, comparados aos mandamentos contidos em "O Príncipe".

“O destino de Dilma poderia ter sido menos duro se ela simplesmente tivesse folheado um livro antigo que já passou pelas mãos dos líderes políticos mais influentes do mundo no decorrer dos últimos 500 anos: O Príncipe, o manual do poder escrito em 1513 pelo brilhante pensador político Nicolau Maquiavel”, explica Westin.

Entre os ensinamentos descompridos pela então presidente estão: “Convence o povo de que a vida será melhor se o princípe fores tu”; “Sê criterioso na escolha de seus ministros” e “Faz as maldades de uma só vez e as bondades a conta-gotas”. 

Para Westin, Dilma descobriu os princípios básicos de O Princípe. “ A Dilma fez exatamente o contrário do que Maquiavel fala e isso ajudou a explicar a queda dela”, explica. O autor  começou a escrever o livro como uma monografia para uma pós-graduação em Ciências Políticas e acabou completando o mateial quando o impeachment de Dilma foi concretizado.

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