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Para Costa, Pasadena foi bom negócio à época da compra

RICARDO BRITO E DAIENE CARDOSO - Agência Estado

10 Junho 2014 | 11h 40

O ex-diretor da Área de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou na manhã desta terça-feira, 10, que a compra de metade da refinaria de Pasadena pela estatal em 2006 foi um "bom negócio", mesmo com a omissão de cláusulas contratuais na decisão tomada pelo Conselho de Administração da estatal.

A declaração de Costa diverge da posição da presidente Dilma Rousseff em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo em março. Na ocasião, Dilma, então presidente do conselho da estatal, disse que não teria aprovado a operação se soubesse de todos os detalhes da operação. Foi o ex-diretor da Área Internacional Nestor Cerveró quem fez o resumo que embasou a compra.

"Àquele momento, era um bom negócio", afirmou Costa, em depoimento à CPI da Petrobras do Senado. Ele ressalvou que não teve qualquer participação nas decisões de compra da primeira e da segunda metade da refinaria de Pasadena, localizada no Texas (EUA).

O ex-diretor disse que as cláusulas Put Option (de saída) e Marlim (de rentabilidade do sócio) são comuns nas operações. "Eu acho que não era por causa dessas cláusulas que a Petrobras deixaria de fazer o negócio", reforçou, ao classificar o negócio como interessante. Ele citou que a Marlim era uma cláusula que dava proteção à Astra Oil, a sócia da Petrobras no negócio.

Costa disse que o grande objetivo de comprar a refinaria era colocar o petróleo brasileiro no mercado dos Estados Unidos e agregar valor a ele, com o refino. "Ninguém coloca petróleo cru na indústria, no avião, nos carros, então tem que ter refinaria, que é algo muito importante e estratégico", completou.

O ex-diretor confirmou que foi o representante da Petrobras no comitê de proprietários de Pasadena. A existência desse colegiado não era de conhecimento até recentemente da atual presidente da estatal, Maria das Graças Foster. Segundo ele, o comitê, previsto no contrato, teria por objetivo fazer uma "decisão soberana" sobre a refinaria.

Costa disse que, com a descoberta do pré-sal, houve uma mudança na orientação dos investimentos da estatal e a área de refino ficou em segundo plano. "Houve realmente uma redirecionamento da alocação dos recursos", afirmou.

Parceria com PDVSA

O ex-diretor da Área de Abastecimento da Petrobrás garantiu que a presidente Dilma Rousseff capitaneou uma comitiva brasileira que foi à Venezuela para firmar acordos com a PDVSA. Na época, em 2005, lembrou ele durante o depoimento à CPI da Petrobras do Senado, Dilma era ministra de Minas e Energia do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-diretor mencionou que a parceria com a estatal Venezuela era um bom negócio na ocasião porque o Brasil ainda não tinha descoberto a camada de pré-sal e as reservas brasileiras de petróleo não estavam crescendo.

Paulo Roberto Costa disse que a Venezuela sempre foi um país com um grande número de reservas e, recentemente, chegou a ultrapassar a Arábia Saudita, tornando-se a maior do mundo. Ele citou que a PDVSA tinha tecnologia de refino e produção.

O ex-diretor afirmou que o governo federal firmou um acordo com o governo de Pernambuco para fazer investimentos no Porto de Suape, em Pernambuco. Ele disse que a escolha do Estado ocorreu por causa da capacidade portuária e do mercado consumidor. Sobre este ponto, ele citou que Pernambuco era maior mercado consumidor de derivados, depois da Bahia.

Segundo Costa, Nordeste e Norte são carentes de refino, o que acaba por aumentar o custo do transporte. Ele disse que o investimento na PDVSA seria reposto por redução de tarifas no porto.

Costa disse que a necessidade de importação de derivados pela estatal começou no ano de 2000 e que houve um aumento de consumo desses derivados de petróleo a partir de 2003. Ele citou que a obra da refinaria de Abreu e Lima foi o primeiro investimento em refinarias da Petrobras nos últimos 34 anos.

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