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Para Campos, Dilma não deu conta de melhorar o País

ANGELA LACERDA - Agência Estado

16 Março 2014 | 19h 33

"A presidente Dilma recebeu o País das mãos do presidente Lula e não deu conta de melhorar o País". A afirmação foi feita, nesse domingo, 16, em entrevista, pelo governador de Pernambuco e possível candidato à presidência da Republica Eduardo Campos. Anteriormente, ele já havia dito que "ninguém aguenta mais quatro anos da presidente Dilma".

Ao explicar que suas críticas são "pautadas em fatos" e que vê "muita gente do PT dizer, inclusive nas disputas internas do partido, coisas mais duras de Dilma" (do que ele), Campos disse que a única diferença é que ele faz as críticas publicamente, com respeito.

"Todo mundo sabe que se o Brasil for do jeito que está não vai ser bom para o povo brasileiro, todo mundo sabe", afirmou em entrevista durante evento do PSB pernambucano de apresentação da chapa majoritária que vai disputar a eleição estadual, no município de Surubim, no agreste, a 130 quilômetros do Recife, reunindo cerca de 400 pessoas da região.

"A única questão é que digo isso publicamente, com respeito, e muitos ficam dizendo pelos cantos", destacou. "Um bocado de gente da base do governo diz em off, em out, sem coragem de dizer isso como eu estou colocando, e isto é desrespeito".

PMDB

Indagado sobre informações de que a presidente Dilma teria afirmado que prefere perder a eleição do que se sujeitar à chantagem do PMDB, em meio à rebelião do partido contra seu governo, o ex-aliado frisou que o PMDB foi o principal aliado do processo político que levou a presidente ao governo "por escolha dela".

"A prioridade era o PMDB, isto foi dito e repetido por todo o processo", observou. "A presidente não pode chegar agora, na véspera da eleição e parecer que tem uma diferença de fundo com o PMDB porque ela escolheu o caminho deste PMDB, o principal aliado do governo dela".

Ele observou que somente a presidente e o próprio PMDB podem explicar se há uma crise suas motivações.

NOVA REPÚBLICA/NOVA AGENDA

Defensor de uma "nova política", Campos explicou que uma nova política também pode ser chamada de "nova agenda". Exemplificou com momentos recentes da política brasileira, afirmando que a luta pelas diretas depois de período de ditadura, o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, a colocação da pauta da desigualdade social no governo Lula podem ser chamados de "nova política".

"A nova política fica velha quando fica uma atividade só dos políticos, agenda só de políticos, interesses só das pessoas que estão no poder, aí ela envelhece". Disse que o que fez em Pernambuco nos seus dois mandato é nova política porque houve amplo debate programático que apontou compromissos que foram cumpridos.