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Para analistas, eleição presidencial deve ser definida em 2º turno

Elizabeth Lopes - Agência Estado

01 Abril 2014 | 09h 51

Insatisfação de parte do eleitorado com governo Dilma é apontada entre as razões que reduz chance de a petista ser reeleita na primeira etapa da disputa eleitoral

São Paulo - A mais recente pesquisa CNI/Ibope veio corroborar o que alguns analistas políticos e agentes econômicos consultados pelo Broadcast Político já computavam em seus cenários: o quadro eleitoral está muito volátil e a sucessão presidencial de 2014 deverá ser definida em segundo turno. Na avaliação do especialista em marketing político e pesquisas eleitorais Sidney Kuntz, a presidente Dilma Rousseff (PT) não deve vencer as eleições em primeiro turno porque o grau de insatisfação do eleitorado é grande, em torno dos 60%, e o nível de conhecimento dos seus opositores ainda é pequeno.

"Trabalho com a perspectiva de a eleição presidencial ser definida no segundo turno há mais de um mês e como tenho instituto de pesquisa (a Unidade de Pesquisa), posso afirmar que a vantagem de Dilma não está consolidada e a oposição tem espaço para virar o jogo", diz Kuntz. O cientista político da Tendências Consultoria Integrada Rafael Cortez também segue na mesma linha. "Estamos trabalhando com cenário de segundo turno para esta eleição presidencial. E há uma chance relevante da oposição vencer este pleito", atesta ele.

Para Cortez, apesar do favoritismo que a presidente Dilma Rousseff registra nas recentes pesquisas de intenção de voto, o cenário está negativo para o governo. Ele cita, por exemplo, o baixo crescimento combinado com a inflação, sobretudo no grupo de alimentos, que é um item sensível na cesta de consumo dos indivíduos, a possibilidade de racionamento de energia, a crise e a eventual CPI da Petrobrás, a Copa do Mundo que ainda é uma fonte de incertezas e a percepção de desgoverno.

Em contrapartida, ele avalia que a oposição, representada hoje pelo senador Aécio Neves (PSDB) e pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem o grande desafio de criar uma marca própria, o que no seu entender ainda não ocorreu. "Numa eleição, a transferência de voto não é algo simples, tem de se construir com propostas que estejam em sintonia com o desejo do cidadão." Segundo ele, as recentes pesquisas mostram alta rejeição de todos os candidatos, num reflexo do mote das manifestações contra os políticos em geral.

Ao falar da volatilidade do cenário eleitoral, Sidney Kuntz afirma que desde junho do ano passado, mês que marcou as manifestações de rua, a avaliação da presidente Dilma caiu, depois voltou a subir no final do ano, mas distante do que registrava, e agora volta a cair. "Duas quedas nesse período indica volatilidade e que o eleitor não está demonstrando confiança com relação ao seu governo", diz o analista.

Para o cientista político e professor de administração pública da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo Marco Antonio Carvalho Teixeira, a queda nas pesquisas de intenção de voto para a presidente Dilma Rousseff deverá ter um impacto imediato em um de seus principais aliados, o PMDB. "O enfraquecimento de uma candidatura acaba sempre aumentando a pressão no arco de alianças e a que o PT mantém com o PMDB não anda nada bem", reitera.

Segundo Carvalho Teixeira, o pleito presidencial deste ano vive uma realidade invertida do que foi o de 2002, quando o petista Luiz Inácio Lula da Silva venceu a disputa contra o tucano José Serra. O cientista político lembra que naquela ocasião, Serra teve como vice a peemedebista Rita Camata, mesmo assim, as bases do PMDB trabalharam para Lula. Este ano, com a rebelião do PMDB, o vice deverá continuar com a legenda, mas as bases em alguns Estados importantes, como Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul prometem trabalhar para a oposição. "Por isso não se pode descartar a disputa em segundo turno", destacou.

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