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Mensalão mineiro

Para Aécio, Eduardo Azeredo é um homem 'reconhecidamente de bem'

Pedro Venceslau - Enviado especial

07 Fevereiro 2014 | 19h 48

Em dia de candidato na cidade de Araçatuba, senador mineiro saiu em defesa do deputado, que é réu por peculato e lavagem de dinheiro no processo do mensalão mineiro

Araçatuba - Ao cumprir agenda de candidato em Acraçatuba, interior de São Paulo, o senador mineiro Aécio Neves saiu em defesa do deputado Eduardo Azeredo, que responde pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro no processo do mensalão mineiro. "Azeredo é um homem reconhecidamente de bem", disse o senador tucano, provável candidato pelo PSDB à Presidência.

Questionado sobre a expectativa de ter Azeredo em algum momento em seu palanque, Aécio falou que isso "é irrelevante".

Nesta sexta, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de Azeredo a uma pena de 22 anos de prisão mais pagamento de multa de R$ 451 mil, por envolvimento no mensalão mineiro, esquema de financiamento ilegal de sua campanha à reeleição para o governo de Minas em 1998, segundo denúncia do Ministério Público Federal.

Aécio minimizou o episódio, mas reconheceu que o posicionamento da Procuradoria deverá ser usado por seus adversários na campanha. "Provavelmente será usado, mas este caso está a anos-luz do mensalão, que foi a utilização de verba pública para pagar mensalmente apoio aos deputados para ter apoio o governo", disse.

Em Araçatuba, o senador mineiro participou de uma agenda típica de campanha. Deu entrevista a rádios locais e em seguida participou de um encontro político. No meio do caminho, parou em uma padaria para tomar café e cumprimentar populares.

"Quem conhece o Azeredo sabe que ele é um homem de bem. Esse é um momento sofrido para ele e para os amigos", afirmou o também senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que acompanhava Aécio em Araçatuba.

Também questionado sobre a conveniência de Azeredo subir no palanque de Aécio na disputa presidencial, o senador paulista diz ser preciso esperar o julgamento do caso pelo Supremo.

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