1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Palácio do Planalto se pronuncia sobre discurso de Obama

RAFAEL MORAES MOURA - Agência Estado

19 Janeiro 2014 | 17h 52

Após dois dias de silêncio, o Palácio do Planalto se pronunciou oficialmente neste domingo, 19, sobre o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que anunciou na última sexta-feira, 17, mudanças nos serviços de inteligência americanos, inclusive com a promessa de que não vai mais monitorar comunicações de chefes de Estado e governos aliados. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann, o governo brasileiro analisou "detidamente" o anúncio de Obama sobre mudanças nos serviços de vigilância virtual.

A sinalização da Casa Branca serviu como resposta às revelações do ex-técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden de que os Estados Unidos monitoraram uma série de dirigentes estrangeiros, entre eles a presidente Dilma Rousseff e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. A Petrobrás e o Ministério de Minas e Energia também teriam sido dos alvos da espionagem norte-americana.

Ainda de acordo com Thomas Traumann, o discurso de Obama "é um primeiro passo" e o governo brasileiro "irá acompanhar com extrema atenção os desdobramentos práticos do discurso".

As revelações de Snowden fizeram Dilma cancelar a visita de Estado que faria a Washington em outubro. Após o episódio, a presidente acabou escolhendo comprar caças da Suécia, em detrimento da oferta da norte-americana Boeing, considerada uma das favoritas - a francesa Dassault também estava na disputa.

Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, a presidente fez um duro discurso com críticas à espionagem norte-americana, classificando-a como "violação de direitos humanos".

"Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania. Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos e civis fundamentais dos cidadãos de outro país", afirmou Dilma, na época.

Obama anunciou na última sexta-feira, 17, mudanças na vigilância virtual, como a determinação de que as agências de espionagem dos EUA deixarão de manter registros de gravações telefônicas dos americanos e a criação de uma defensoria pública para casos determinados. A Casa Branca também quer medidas de proteção de privacidade para estrangeiros, que não deverão ser alvo de vigilância pelos EUA, "salvo de houver motivo de segurança nacional".

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo