País avança com investigação de Renan, diz ministro

Presidente do TSE, Marco Aurélio Mello diz que Brasil precisa acreditar nos ´políticos vocacionados´

Agencia Estado

25 Junho 2007 | 15h54

De passagem pelo Rio, o ministro Marco Aurélio Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse nesta sexta-feira, 22, acreditar que o Brasil sairá melhor do processo de investigação de supostas irregularidades cometidas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "As instituições estão funcionando", justificou. "Precisamos continuar acreditando nas instituições pátrias e nos políticos vocacionados. Por isso, o período é alvissareiro; creio que avançaremos." O ministro não quis analisar as acusações contra Renan, sustentando que o processo de apuração ainda está em curso e que não cabe a ele julgá-las, mas comentou que o teor das denúncias é espantoso. "Eu não analiso, apenas lanço uma exclamação: que contexto! Creio que nem a mente mais criativa poderia imaginar que episódios como estes viriam à tona." Concluiu dizendo que não chegou a "formar uma opinião a respeito" e que o País está demonstrando amadurecimento pela forma como o caso está sendo conduzido. Renan é acusado, entre outras, de receber ajuda de um lobista para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de 3 anos, e de apresentar notas frias para comprovar renda. Esta semana foi marcada por reuniões no Conselho de Ética para definir o seu destino político, mas todas foram adiadas. O relator do caso, Epitácio Cafeteira, pediu afastamento na segunda-feira por motivos de saúde. Na quarta-feira, foi substituído por Wellington Salgado, do mesmo partido que Renan, mas também renunciou a função. O presidente do órgão, Sibá Machado, estuda a possibilidade de convocar três relatores, já que ninguém quer assumir a função sozinho.Os trabalhos do Conselho foram adiados e não tem data marcada.

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