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Padilha nega ter feito contratos com laboratório de doleiro preso

Elizabeth Lopes - Agência Estado

06 Maio 2014 | 13h 12

Labogen virou alvo de investigação da Polícia Federal durante a Operação Lava-Jato

SÃO PAULO - Pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro Alexandre Padilha voltou a negar nesta terça-feira, 6, que sua gestão no Ministério da Saúde tenha firmado contrato com o laboratório Labogen, empresa comandada pelo doleiro Alberto Youssef.

Youssef foi preso em março pela Polícia Federal acusado de chefiar esquema de fraudes e lavagem de dinheiro.

"Na minha gestão, o Labogen nunca teve contrato com o Ministério da Saúde", afirmou Padilha durante sabatina promovida pelo jornal Folha de São Paulo, o portal UOL, o SBT e a rádio Jovem Pan. Segundo o petista, algumas portarias criadas por ele durante a gestão na pasta foram "justamente para criar filtros para impedir esse tipo de contrato".

Padilha voltou também a afirmar também que "mente" quem diz que sua gestão teria firmado contrato com e disse que tentaram envolver o seu nome em algo que não se concretizou.

Nas resposta a perguntas sobre o assunto, Padilha atacou a gestão do adversário tucano na disputa estadual, o governador Geraldo Alckmin (PSDB). O petista afirmou que o governo paulista continua mantendo secretários envolvidos nas denúncias de formação de cartel no metrô em São Paulo.

Água. Ainda alvejando Alckmin, Padilha tocou em outros assuntos sensíveis à gestão tucana no governo paulista: a falta de água. O ex-ministro afirmou que muitos municípios do Estado já não têm água enquanto Alckmin descarta o racionamento, numa postura antiética frente à população.

"É Falta de ética cortar o abastecimento de Campinas, de Guarulhos, de bairros de Osasco e de São Paulo. O atual governo não é transparente na questão hídrica", disse Padilha na sabatina.

Indagado se o governo federal não estaria utilizando do mesmo expediente na área de energia, pois subsidiou o setor para não aumentar as tarifas de energia elétrica, Padilha tergiversou e voltou a criticar a gestão Alckmin.

Questionado sobre uma eventual aliança com o PP, do deputado Paulo Maluf, que foi condenado à prisão pela justiça dos EUA por desvio de recursos públicos, Padilha disse que aceita o apoio. "Eu não 'fulanizo' a política. Vamos buscar os partidos que apoiam a presidente Dilma. Vamos construir uma candidatura mais ampla que o PT já teve no Estado de São Paulo", disse.

Para isso, o petista disse que pretende atrair siglas que historicamente se coligam com Alckmin, entre elas o PP.