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Padilha ignora investigação sobre sucessor e se diz 'muito feliz' com escolha

Ricardo Britto - Agência Estado

22 Janeiro 2014 | 13h 13

Atual ministro se disse que transição será 'muito tranquila' e evitou comentar sobre investigações do Ministério Público envolvendo o ex-secretário de Saúde de São Bernardo do Campo

Brasília - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), afirmou há pouco ter ficado "muito feliz" com a escolha da presidente Dilma Rousseff em indicar o secretário de Saúde de São Bernardo do Campo (SP), Arthur Chioro, como seu sucessor na pasta. De saída do cargo para concorrer ao governo de São Paulo, ele disse que na terça-feira, deixou à disposição de Chioro a atual secretária-executiva da pasta, Márcia Aparecida Amaral, para fazer "todo o processo de transição".

Em entrevista coletiva para falar sobre a campanha de vacinação contra o HPV, o ministro não quis comentar o fato de seu sucessor ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo. Chioro é dono de uma empresa que prestava consultorias para prefeituras paulistas comandadas pelo PT. A Lei Orgânica municipal veda secretários municipais de serem donos de empresas que mantêm contratos com entes públicos. "Eu não vou comentar, (..) não cabe a mim comentar", esquivou-se.

Para Padilha, a transição será "normal" e "muito tranquila", porque o secretário municipal paulista é "da casa" - ele já ocupou um cargo no ministério no governo Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu sempre disse que a presidente Dilma ia escolher o melhor substituto, o melhor sucessor e eu ficaria feliz", afirmou.

Padilha confirmou que ele e Chioro vão acompanhar a presidente Dilma Rousseff em viagem a Havana, onde ela vai agradecer ao presidente de Cuba, Raul Castro, por ceder profissionais para o programa "Mais Médicos". O programa que tem trazido profissionais estrangeiros para atuar no país é um dos carros chefes da campanha dele para a sucessão do governador Geraldo Alckmin (SP) e também da reeleição de Dilma.

O ministro disse que até março o Ministério vai atingir a meta de ter 13 mil médicos pelo programa e que, se for necessário, realizará um novo chamamento público de candidatos. No mês que vem, disse, novos profissionais vão entrar para o programa, que contará com 7,5 mil médicos.

(il médicos)

Além de agradecer a vinda dos profissionais cubanos, o ministro disse que a viagem também tratará da transferência de tecnologia daquele país de 19 produtos para o Brasil.

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