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Eleições 2014

Padilha diz que governo de Alckmin virou 'control c, control v'

CARLA ARAÚJO - Agência Estado

21 Maio 2014 | 15h 44

Pré-candidato do PT ao governo de SP diz que governador copia ideias petistas; secretaria de Sergurança Pública afirma proposta estava em estudo desde o ano passado

São Paulo - Ao comentar as declarações do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de que o problema enfrentando pelos paulistanos com a greve de ônibus é de responsabilidade municipal, o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira, 21, que o tucano 'virou "control C, control V" - referindo-se aos comandos nos teclados dos computadores que significam 'copiar' e 'colar'.

"Ele (Alckmin) só é rápido em copiar as propostas do PT ou em arrumar desculpa e tirar o corpo fora", afirmou Padilha antes de participar de almoço promovido pela Câmara Portuguesa, na capital paulista.

O pré-candidato do PT voltou a comentar a situação de falta d'água em São Paulo e disse que Alckmin tem apenas responsabilizado a falta de chuvas. "São Paulo não pode depender de São Pedro", afirmou.

Segundo o petista, o governador tem copiado propostas de seu partido.

"No começo do ano, eu disse que São Paulo precisava aproveitar as câmeras de segurança privada, que são um milhão. Eu disse isso e ontem ele fez mais um ato de copiar uma proposta que nós fizemos", afirmou. "A única coisa que espero como paulista é que a cópia que ele faz seja tão boa quanto as nossas propostas originais", disse.

Lava Jato. Padilha foi irônico ao comentar a liminar do ministro Teori Zavascki que paralisou temporariamente as investigações da Operação Lava Jato. Por decisão Zavascki, todos os inquéritos e ações penais da operação, que estavam na Justiça de primeira instância, serão remetidos para o Supremo.

"Quem sonhou que aquilo poderia ter algum abalo, deu o tiro errado e não deu com os burros n'água porque não tem mais água em São Paulo, mas deu com os burros na Cantareira seca", afirmou.

O petista classificou as denúncias de mentirosas e disse que elas não tiveram nenhum impacto em sua pré-campanha. "Pelo contrário, crescemos na adversidade, (a denúncia) permitiu que nós pudéssemos esclarecer de peito aberto."

Após a publicação da matéria, a secretaria de Segurança Pública de São Paulo encaminhou a seguinte nota:     "A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informa que o ato a que Padilha se refere, que permitirá a ampliação do sistema de videomonitoramento estadual com imagens de câmeras privadas, faz parte de tratativas iniciadas em agosto do ano passado com as associações de empresas de segurança privada e de bares e restaurantes.

A parceria, informa a secretaria, não se limita ao uso de imagens mas também informações que contribuam no combate à criminalidade, como fluxo de pessoas e veículos em determinados horários e regiões, problemas de iluminação pública.

A SSP esclarece ainda que o uso de imagens de câmeras privadas para ampliar o videomonitoramento em São Paulo está em estudo desde o ano passado, quando foram feitas visitas a três países (Inglaterra, Holanda e Estados Unidos) para decidir o melhor sistema de monitoramento criminal para o Estado.

A prova disso é a atual implantação da nova fase do Detecta com o mesmo sistema utilizado em Nova York. Na cidade americana, a tecnologia permite a integração das câmeras privadas com o videomonitoramento da Polícia. Essa experiência de sete anos em Nova York foi trazida para São Paulo com o investimento de R$ 9,7 milhões do Governo do Estado", afirma a SSP. m Nova York, há 6 mil câmeras em operação para apoiar o sistema, das quais 2.500 do Poder Público e 3.500 têm imagens compartilhadas pela iniciativa privada.

Em maio do ano passado, foi feita uma missão internacional por Nova York, Londres, Amsterdã e Haia para definir um sistema de inteligência para São Paulo. Entre os diferenciais da tecnologia americana está a facilidade para o aproveitamento de imagens de câmeras privadas para o sistema de videomonitoramento estadual, pois a nova etapa do Detecta tem características operacionais que agilizam essa integração. Por isso, uma ocorrência que for avisada por meio do telefone 190 pode acionar uma câmera privada nessa rua, por exemplo. Tudo isso automaticamente, o que facilita o uso do sistema e a dinâmica do trabalho policial.

As associações que fazem parte da ampliação do sistema de videomonitoramento estadual: Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (SESVESP), Associação das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Associação Brasileira das Empresas de Transportes de Valores (ABTV) e Associação Brasileira das Empresas de Vigilância e Segurança (ABREVIS)".

 

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