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Padilha começa pré-campanha com críticas ao PSDB

GUSTAVO PORTO E RICARDO GALHARDO - Agência Estado

07 Fevereiro 2014 | 11h 53

O ex-ministro da Saúde e provável candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, começou nesta sexta-feira, 07, a caravana "Horizonte Paulista" em ritmo de campanha, com críticas ao governo do PSDB, do governador Geraldo Alckmin, e já com promessas eleitorais. Em Igarapava (SP), na divisa com Minas Gerais, Padilha lançou ainda o site da caravana que pretende percorrer todo o Estado (www.horizontepaulista.com.br) e, ao receber o título de cidadão local, ampliou as críticas aos tucanos.

Ele lembrou que outras cidades como Igarapava, na fronteira, perderam investimentos para Estados vizinhos por conta da guerra fiscal. "Não demos conta de enfrentar um problema sério, que é a guerra fiscal", disse. Padilha prometeu a criação de um "grande plano de proteção das fronteiras do Estado de São Paulo", para o combate ao tráfico de drogas, e atacou a política educacional estadual.

"A criança faz ensino fundamental (municipal) com cada vez mais qualidade e, quando vai ao ensino médico, há uma a preocupação (da família). Nos (últimos) 20 anos, o Estado de São Paulo perdeu a chance de dar um grande salto na educação", disse. "Fomos governados por um partido que foi incapaz de construir políticas contínuas e duradouras e as crianças não podem perder a oportunidade de ter um governo de Estado comprometido com a educação".

Padilha ampliou as críticas aos tucanos citando a falta de água em regiões do Estado, ocorrida, para ele, "por falta de investimentos planejados" no setor. Na área de saúde, o ex-ministro prometeu a criar "escritórios permanentes" em regiões do Estado. Eles servirão para avaliar projetos do setor a serem encaminhados a Brasília.

Por fim, o provável candidato do PT defendeu que o partido faça "a mais ampla das alianças" para vencer as eleições ao governo do Estado. "A campanha começa depois de junho, depois da convenção, mas começamos hoje um profundo diálogo com o Estado. Ninguém pode pensar em mudar esse Estado tendo cabeça presa só na Avenida Paulista, no Palácio do Morumbi, tem de andar e conversar", concluiu.