Vanderlei Almeida/AFP
Vanderlei Almeida/AFP

Organizadores cancelam aparição de Pixuleco no Leblon por motivos de 'segurança'

Segundo os grupos responsáveis pelo boneco, ato foi suspenso por temor de que manifestantes oferecessem risco a moradores do bairro, na quinta-feira, pessoas cercaram o veículo que transportava o objeto

Carina Bacelar , O Estado de S. Paulo

11 Outubro 2015 | 12h53

RIO - Prevista para este domingo, 11, a segunda aparição do Pixuleco - boneco inflável gigante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com trajes de presidiário - foi cancelada. O boneco ficaria no Leblon, na zona sul do Rio, em frente à casa do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Os organizadores do ato, em nota, alegaram razões de segurança para a mudança de planos.

Segundo os grupos Movimento Brasil Livre, Vem pra Rua e Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, na última quinta-feira, 8, quando o carro que transportava o boneco deixava a porta da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), foi cercado por um grupo de seis pessoas, que aplicou socos e pontapés no veículo. Os movimentos atribuem o ataque a governistas.  

"Em razão da comunicação prévia de local e horário para a próxima aparição do Pixuleco no Rio, aventou-se a possibilidade de indesejado comparecimento de marginais defensores da quadrilha que roubou milhões do povo (...) o que poderia colocar em risco a integridade física de crianças e famílias que utilizam aquela região como área de lazer aos domingos", diz o comunicado. 

Dentro do carro particular que foi cercado estava Celine Salomão de Carvalho, de 50 anos, a mantenedora do Pixuleco. Segundo a advogada Lorraine Alves, integrante do MBL, Celine ficou "desesperada" e quis imediatamente ir embora do Rio. Ela despachou o boneco por avião para São Paulo e seguiu de carro, por medo de viajar com o objeto dentro de seu veículo e sofrer agressões. Por causa do episódio de quinta-feira, os grupos contrataram escolta de seguranças para segui-la de carro até a saída do Rio, por um custo de R$ 400. 

"Ela ficou bem desesperada, até por ser mais velha. Até tentamos convencê-la de colocar mais seguranças no local e tentar mais efetivo da polícia. Tivemos prejuízo do gradil, que a gente já tinha alugado (para a aparição no Leblon). Mas o prejuízo maior foi a frustração. Não tem preço", conta a advogada. 

O custo total da passagem do Pixuleco pelo Rio ficou em R$ 5,5 mil, estimam os organizadores. As despesas incluem transporte, seguranças, gradil, hospedagem e escolta da responsável por cuidar do boneco. 

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