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Opositores pedem audiência com presidente do STF para cobrar agilidade no impeachment

No início do mês, a Mesa Diretora da Câmara apresentou recursos à Corte que questionam trechos da decisão proferida em dezembro do ano passado sobre o rito do processo de afastamento

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Erich Decat e Julia Lindner,
O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2016 | 13h39

BRASÍLIA - Lideranças dos principais partidos de oposição da Câmara decidiram, em reunião realizada nesta terça-feira, 23, pedir uma audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para cobrar celeridade na análise dos recursos apresentados no processo que trata sobre o rito do impeachment.

“Decidimos fazermos uma visita da oposição ao presidente do Supremo para pedir agilidade na votação dos embargos para que a gente possa voltar a funcionar. Não podemos mais aceitar que o Brasil fique complemente paralisado, a atividade industrial completamente parada, o Congresso e o governo paralisados”, afirmou após o encontro o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Ferreira da Silva, o Paulinho da Força. “Estamos decidindo ir ao Supremo Tribunal Federal para que o Supremo delibere sobre os embargos apresentados pela Câmara no sentido de tomar uma posição. Até porque continuamos a dizer que foi uma decisão equivocada do STF”, acrescentou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).

No início deste mês, a Mesa Diretora da Câmara apresentou recursos ao STF que questionam trechos da decisão da Corte, proferida em dezembro do ano passado, sobre o rito a ser obedecido no processo de impeachment.

Manifestações. No encontro desta terça, que também contou com a participação de lideranças do DEM, PSB, deputados do PMDB e representantes do Movimento Brasil Livre (MBL), ficou decidido ainda que os opositores vão apoiar as manifestações pró-impeachment, previstas para o próximo dia 13 de março.

Lideranças dos partidos de oposição consideram que mobilização do próximo mês ganhará mais força após o pedido de prisão do publicitário João Santana, responsável pelas últimas três campanhas presidenciais do PT, decretado ontem na 23ª fase da Operação Lava Jato. Santana e a mulher, Mônica Moura, que também teve pedido de prisão decretado, desembarcaram na manhã de hoje no Brasil e se entregaram à Polícia Federal.

“Os últimos acontecimentos (prisão de João Santana) geraram novamente uma comoção no País. Até porque o Santana, mais do que um marqueteiro, é o principal conselheiro da presidente Dilma. Ela ouve mais o João Santana do que o próprio ex-presidente Lula. É uma pessoa que frequenta não apenas o Palácio do Planalto, mas a intimidade do Palácio da Alvorada e que tomou conta. Primeiro foi o tesoureiro nacional que foi preso e condenado, agora é o marqueteiro”, ressaltou o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy.

Na reunião também ficou decidido a criação de um comitê pró-impeachment, ainda sem previsão de iniciar as atividades, mas que deverá atuar na organização de ações em todo o País a favor do afastamento da presidente Dilma. 

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