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Oposição vai representar contra Padilha por pronunciamento em TV

Erich Decat - O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2014 | 19h 42

Além de falar sobre vacinação, o ministro, provável candidato ao governo de SP, aproveitou aparição em cadeia de rádio e TV para comentar o programa Mais Médicos, sua principal bandeira

Brasília - O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), informou que vai protocolar nesta quinta-feira, 30, uma representação na PGR (Procuradoria Geral da República) contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para que seja investigada provável improbidade administrativa pelo uso da cadeia nacional de rádio e televisão para promoção pessoal.

"Observa-se que, sob o pretexto de prestar informações sobre a campanha de vacinação contra o HPV, que só será iniciada no dia 10 de março de 2014, o pronunciamento do Ministro Alexandre Padilha, dias antes de deixar o cargo, possuiu nítido cunho eleitoral, caracterizando-se como promoção pessoal de autoridade pública", argumenta.

Futuro candidato ao governo do Estado de São Paulo na próxima eleição, Padilha também reservou parte do pronunciamento para fazer um balanço do Programa Mais Médicos, que também deverá ser uma das principais bandeiras da campanha à reeleição da presidente Dilma.

Para o líder tucano, a iniciativa de Padilha configura improbidade administrativa e atenta contra os princípios da administração pública. "O PT é useiro e vezeiro na utilização de recursos públicos em benefício dos seus companheiros e do seu projeto de poder. O ministro Padilha, em uma desesperada tentativa de viabilizar sua candidatura ao governo de São Paulo, aproveitou-se de uma campanha de vacinação para fazer propaganda eleitoral fora de hora. Trata-se de uma ilegalidade que não pode ficar impune", afirmou.

Conforme revelou o Estado nessa quarta, o pronunciamento um mês antes da campanha custou R$ 55 mil e foi preparado pela agência Propeg.

Vacinação. De acordo com o ministério da Saúde, ao todo R$ 15 milhões serão destinados a ações nas redes sociais, de mobilização em eventos e campanha publicitária. Desse total, metade dos recursos está destinada a divulgação da campanha em televisão.

A outra metade está dividida entre rádio (15%), internet (10%), revista (7%), cinema (5%) e demais meios (13%), como outdoors e publicações. Também serão produzidos 213 mil cartazes, ao custo total de R$ 152.699, que serão distribuídos a todas as secretarias estaduais de saúde.