1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Oposição quer investigar refinaria do Paraná na CPI da Petrobrás

Fábio Brandt e Fábio Fabrini - O Estado de S. Paulo

18 Junho 2014 | 12h 53

Procuradoria apontou suspeitas de irregularidades em contratos da Repar e viu semelhanças com esquema investigado em Pernambuco, conforme revelou o 'Estado'

Brasília - A oposição deve pedir na próxima semana a convocação de dirigentes da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, pela CPI mista que investiga a Petrobrás. Segundo o líder do Solidariedade, deputado Fernando Francischini (PR), é preciso obter esclarecimentos sobre a relação feita pelo Ministério Público Federal (MPF) entre desvios na refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, e a refinaria paranaense.

Reportagem publicada pelo Estado nessa terça-feira, 17, revelou que o MPF suspeita que o dinheiro de contratos superfaturados da Repar podem ter abastecido empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef e ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, ambos presos pela Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Relatório produzido pelos procuradores afirma que existe "conexão entre os desvios" investigados pela Operação Lava Jato em Abreu e Lima e as supostas irregularidades na Repar. O documento foi enviado ao juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato. Em decisão de 12 de maio, ele reconheceu a conexão entre os casos pernambucano e paranaense.

"Quantas mais refinarias da Petrobrás essa organização criminosa usou para desviar os recursos públicos para benefício próprio e para alimentar essa máquina de corrupção?", questionou Francischini em nota divulgada por sua assessoria nesta quarta-feira, 18.

O deputado afirmou que tentará levar "dirigentes antigos e atuais" da Repar não só para depor na CPI mista, mas também na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.

O requerimento vem em um período tumultuado da CPI. Além de a comissão estar esvaziada por causa da Copa do Mundo, a maioria governista que compõe a comissão tenta jogar o foco da investigação para fatos ocorridos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, um dos principais símbolos do PSDB e da oposição.

Os governistas querem levar para depor na CPI José Jorge, que hoje é ministro do Tribunal de Contas da União, mas foi ministro de Minas e Energia no governo FHC e responde a uma ação iniciada em 2001 que aponta um prejuízo de US$ 2,3 bilhões para a Petrobrás por causa de uma operação de troca de ativos com a empresa ibero-argentina YPF.

O objetivo da base do governo contrapor esse episódio com a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva  - um negócio que teria, segundo a Petrobrás, causado um prejuízo de US$ 530 milhões. Além disso, Jorge é o relator, no TCU, das apurações sobre Pasadena.

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo