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Oposição apresenta pedido para que CPI dos Fundos de Pensão convoque Wagner

- Atualizado: 11 Janeiro 2016 | 17h 43

Requerimento foi apresentado por deputados do DEM e do PPS após Operação Lava Jato encontrar supostas trocas de mensagens entre o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro e o ministro da Casa Civil

BRASÍLIA - Deputados do DEM e do PPS apresentaram nesta segunda-feira, 11, um requerimento para convocar o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, a depor na CPI dos Fundos de Pensão da Câmara. O protocolo do pedido só será efetuado em fevereiro, no retorno do recesso parlamentar.

O requerimento é de autoria dos deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e Paulo Azi (DEM-BA). A convocação do petista precisa ser aprovada em votação no plenário da CPI.

O ministro da Casa Civil negou qualquer tipo de irregularidade em sua relação com a OAS
O ministro da Casa Civil negou qualquer tipo de irregularidade em sua relação com a OAS

Reportagem publicada pelo Estado mostra que conversas obtidas pela Operação Lava Jato no celular do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, indicam suposta atuação de Wagner na intermediação de negócios entre a empresa e fundos de pensão.

O pedido de convocação já era previsto pelo presidente da CPI, deputado Efraim Filho (DEM-PB), que deixou claro o desejo de retomar os trabalhos da comissão ouvindo o ministro. "Já estão configurados os indícios de tráfico de influência e direcionamento dos negócios para interesses políticos partidários", afirmou Efraim, que é candidato a líder da bancada do DEM. Wagner tem negado quaisquer irregularidades no caso.

Para Jungmann, vice-líder da minoria, a aprovação da convocação não deve sofrer resistência do colegiado. "A convocação de Jaques Wagner na CPI se deve a matérias divulgadas pela imprensa e a dados e informações que estão sendo investigados pelo MPF e PF. Daí a necessidade de convocar o ministro para que ele preste os devidos esclarecimentos sobre esses fatos, que são extremamente graves e que envolvem o seu nome. Uma imposição que estamos cumprindo", defendeu Jungmann por meio de nota. 

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