Operador da Arxo se entrega à Polícia Federal no Paraná

Apontado como um dos operadores de pagamentos de propinas que envolveram a empresa Arxo, de Piçarras (SC), Mario Góes se entregou neste domingo, 8, à sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR). A assessoria da PF confirmou a chegada de Góes, que estava com sua prisão preventiva decretada desde a quinta-feira, 5, quando foi deflagrada uma nova fase da Operação Lava Jato. Góes era o último foragido da Polícia Federal. Ele deverá ser ouvido nesta segunda-feira, 9, na sede da PF.

JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA AE, Estadão Conteúdo

08 Fevereiro 2015 | 20h21

Sobre suas atividades, Góes chegou a ser denunciado por uma ex-funcionária da Arxo, que em audiência no Ministério Público Federal (MPF), afirmou que Góes chegou a receber dinheiro na empresa, cujo montante ela não soube precisar, mas que giravam em torno de R$ 300 mil, para repassar informações privilegiadas e distribuir os valores entre as empresas que faziam parte do esquema que fraudava contratos e licitações.

Em depoimento, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco chegou a afirmar, em depoimento sob delação premiada, que as reuniões com Góes serviam para acertar as contas, o que o torna outra personagem central do escândalo.

A empresa Arxo é uma das principais envolvidas nesta fase da operação, sendo que um dos seus sócios, João Gualberto Pereira se entregou na tarde de sexta-feira; o diretor financeiro Sérgio Marçaneiro e o sócio Gilson Pereira já haviam sido presos no dia anterior.

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