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Operação em MT não estremece relação com o PMDB, diz Carvalho

Rafael Moraes Moura - O Estado de S. Paulo

20 Maio 2014 | 20h 32

Secretaria-Geral da Presidência da República defendeu a atuação da Polícia Federal que prendeu governador peemedebista; 'não importa se é aliado do governo ou não, corta-se na carne do mesmo jeito'

Brasília - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho disse nesta terça-feira, 20, que a deflagração da quinta fase da Operação Ararath não estremece de "maneira nenhuma" as relações do Palácio do Planalto com o PMDB, sigla do governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, que foi detido por posse ilegal de arma e liberado após pagar fiança.

"Eu não quero falar muito, porque não conheço o episódio de perto. Tenho o maior respeito pelo Silval, temos as melhores relações, não acredito de maneira nenhuma em estremecimento das relações", afirmou Carvalho a jornalistas, antes de participar, em Brasília, do seminário "Diálogos Governo-Sociedade Civil: Copa 2014".

De acordo com Carvalho, o governador de Mato Grosso entrou em contato com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e as "coisas já estão devidamente equacionadas".

"(Essa operação) Mostra mais uma vez como as ações da Polícia Federal não dependem do cliente, não dependem do objeto, da pessoa. Esse aspecto republicano da ação da polícia. Mais uma vez, não importa se a pessoa é aliada do governo, ou não, corta-se na carne do mesmo jeito", disse Carvalho.

Depois de pagar uma fiança por porte ilegal de arma, o governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), deixou às 17 horas a sede da Polícia Federal de Mato Grosso. O governador estava acompanhado dos advogados e do secretário de Comunicação.

A Operação da PF investiga um esquema de crimes financeiros e lavagem de dinheiro por meio de empresas negociadoras de créditos, as "factorings", de fachada.