André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

OEA enviará missão ao Brasil para acompanhar disputa presidencial em 2018

Grupo verificará lisura do pleito e dará pareceres sobre questões como igualdade de gênero e financiamento de campanhas; Entidade também acompanhará eleições em países vizinhos, como Chile e Uruguai

Cláudia Trevisan, CORRESPONDENTE, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2017 | 19h37

NOVA YORK - Pela primeira vez na história, a Organização dos Estados Americanos (OEA) enviará uma missão de observação eleitoral ao Brasil, para acompanhar a disputa presidencial do próximo ano. O grupo verificará não apenas a lisura do pleito, mas dará pareceres sobre questões como igualdade de gênero e financiamento de campanhas eleitorais.

O envio atende a um convite feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Brasil será o 28º dos 34 países da região a receber uma missão de observadores da OEA. No ano passado, a organização acompanhou a disputa presidencial nos Estados Unidos, também pela primeira vez. A Venezuela, que costumava receber missões, decidiu proibi-las em suas mais recentes eleições.

“Nossas missões não são destinadas apenas a democracias emergentes”, disse Gerardo de Icaza, diretor de Observação e Cooperação Eleitoral da OEA. “Toda democracia pode ser aperfeiçoada.”

Com o Brasil, a entidade deverá observar todas as eleições presidenciais que serão realizadas no continente em 2018 –também haverá disputas no México, Paraguai, Costa Rica e Colômbia. Os países que nunca tiveram missões são Argentina, Chile, Uruguai, Canadá, Barbados e Trinidad e Tobago.

Segundo Icaza, ainda é necessário arrecadar recursos para financiar a missão, o que definirá o seu tamanho. Mas em geral, elas são integradas por 50 a 70 pessoas. O grupo chega ao país com cerca de dez dias de antecedência da eleição e a acompanha em diferentes cidades. No final, é produzido um relatório com recomendações. “Nós também registramos boas práticas para levar a outros países.”

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