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Odebrecht diz que repassou R$ 10 mi a pedido de Temer

Segundo a Veja, em delação o empreiteiro disse que doação em dinheiro foi destinada a Padilha e Skaf; Planalto nega irregularidades

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São Paulo ,
O Estado de S. Paulo

06 Agosto 2016 | 16h06

O empresário Marcelo Bahia Odebrecht afirmou, em delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Jato, que repassou R$ 10 milhões em dinheiro ao PMDB, em 2014. O pedido de auxílio financeiro teria sido feito pelo presidente em exercício Michel Temer, presidente do partido à época, em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência. 

A informação é da revista Veja que começou a circular neste sábado, 6. A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto confirmou que Temer, o atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o empresário se encontraram em maio daquele ano. Em nota, afirmou que conversaram “sobre auxílio financeiro da construtora Odebrecht a campanhas eleitorais do PMDB, em absoluto acordo com a legislação eleitoral em vigor e conforme depois foi declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.

Segundo Veja, em um dos anexos da delação premiada que Marcelo negocia com a Lava Jato, o empreiteiro teria destinado R$ 4 milhões para Padilha e R$ 6 milhões para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB. Os valores teriam sido contabilizados no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, também conhecido como “Departamento da Propina”. Segundo o TSE, a construtora doou R$ 11,3 milhões ao PMDB.

Skaf, em nota, afirmou que “o jantar lhe era desconhecido até a publicação da reportagem”. Disse também que “jamais” recebeu qualquer doação não contabilizada. “Todas as doações recebidas estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral.”

O ministro-chefe da Casa Civil, em resposta à Veja, disse que “Marcelo ficou de analisar a possibilidade de aportar contribuições de campanha para a conta do PMDB”. De acordo com sua assessoria, “como Padilha não foi candidato, não pediu nem recebeu ajuda financeira”. 

Acordo. Preso desde junho de 2015, Marcelo foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 19 anos de prisão e multa de mais R$ 100 milhões por danos causados à Petrobrás. Cerca de 50 executivos da Odebrecht participam da delação que envolve deputados, senadores e governadores dos mais diversos partidos.

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