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'O governo precisa do PT e o PT precisa do governo', afirma Edinho

- Atualizado: 26 Fevereiro 2016 | 16h 35

Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação minimiza clima tenso entre a sigla e a presidente devido as pautas econômicas do governo federal

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Edinho Silva
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Edinho Silva

Rio - Em meio ao momento de tensão entre o PT e a presidente Dilma Rousseff, principalmente por causa da política econômica, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do Governo, Edinho Silva, disse nesta sexta-feira, 26, disse que não há embate e que não haverá saída para a crise sem que governo e o partido se entendam. "O governo precisa do PT e o PT precisa do governo", afirmou, ao chegar para a reunião do Diretório Nacional do partido.

Edinho negou que a aprovação do projeto do senador José Serra (PSDB-SP) que tirou da Petrobrás a condição de operadora única e a participação mínima de 30% na exploração da camada do pré-sal, com aval do governo, tenha piorado a relação entre Dilma e o PT, que era contrário à mudança.

"Não existe divergência, a presidenta Dilma e o presidente Lula são as maiores lideranças do partido. Mais importante é ver aquilo que nos unifica. Estamos vivendo um momento difícil no País. Não vamos criar uma agenda de superação dessa crise sem o PT ter papel protagonista. Não há embate (entre Dilma e PT), a presidenta Dilma defende a mesma agenda que o PT, mas temos com governo de coalizão, o embate no Congresso obriga o governo a dialogar com outros partidos. Não significa que ela defenda agenda diferente do PT, como não significa que o PT não defenda o governo. O governo trabalha incansavelmente para tirar o Brasil da crise. Não vai tirar se o PT, com os partidos da coalizão, não tiverem protagonismo. Da mesma forma, o PT não vai superar sua crise sem o governo", afirmou o ministro. "O governo não sai da crise sem o governo e o governo precisa do PT para tirar o Brasil da crise", insistiu Edinho.

O ministro considerou "natural" que o governo tenha negociado mudanças no projeto do pré-sal do senador José Serra. No texto final, foi dada à Petrobrás a preferência em futuras licitações. "O governo não mudou de posição, a presidenta Dilma não mudou suas convicções, continua entendendo que o pré-sal tem papel estratégico, da mesma forma que o PT pensa", afirmou. A mudança de posição do governo, que inicialmente defendeu posição contrária da base na votação do projeto, irritou os petistas e aumentou as queixas do partido em relação à presidente. 

Tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, Edinho Silva, ao ser questionado sobre a prisão do marqueteiro João Santana, voltou a dizer que todos os recursos foram legais e que não há irregularidade nas contas. O ministro acusou a oposição de usar a Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobrás e outras estatais, para disputa política. "O TSE (Tribunal Superior Eleitoral, que julgará ação de impugnação do mandato de Dilma e de Michel Temer feita pelo PSDB) julga em cima de fatos, não de ilação. A investigação tem que ser técnica, mas infelizmente é utilizada para disputa política. Setores da oposição muitas vezes se apropriam das investigações para fazer luta política", respondeu. "A campanha arrecadou dentro da legalidade, de forma ética, transparente, na campanha de 2014 nada de ilegal ocorreu", afirmou Edinho.

Lindbergh. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), também presente no evento, disse que o governo precisa "reorientar a política econômica", se quiser sair da crise, e fez um apelo para que a presidente Dilma Rousseff ouça o seu partido. Ao chegar para a reunião do Diretório Nacional do PT, o senador afirmou que a grande preocupação da sigla é com o emprego.

"Queremos que a presidente Dilma escute o partido e entenda que o mais importante é a retomada do crescimento", afirmou Lindbergh. "O centro do governo não pode ser a reforma da Previdência nem o ajuste fiscal. O centro tem de ser o emprego."

Lindbergh disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com todos os problemas enfrentados na crise do período 2008-2009, aumentou o gasto social e a taxa de juros caiu. "Nós aqui temos a maior taxa de juros do mundo e a inflação hoje é de preços monitorados, não é de demanda. Então, não se pode ficar num samba de uma nota só, falando apenas em ajuste. É preciso mudar essa política econômica", insistiu o senador. 

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