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Novo ministro de Dilma defende CPI de 'vários assuntos' no Congresso

Agora responsável pela articulação política do governo, Berzoini tenta evitar 'exploração eleitoral' da Petrobrás e sinaliza que buscará apoio de aliados para que outros temas sejam investigados

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Rafael Moraes Moura e Nivaldo Souza

01 Abril 2014 | 13h17

Brasília - O ministro Ricardo Berzoini, que tomou posse na Secretaria de Relações Institucionais nesta terça-feira, 1º, afirmou que o governo trabalha com a perspectiva de a CPI da Petrobrás ampliar seu leque de apuração. Berzoini não mencionou as irregularidades envolvendo a compra de trens em governos tucanos de São Paulo, mas sinalizou que o governo apoia uma comissão sobre temas "candentes" que ainda não chegaram ao Congresso.

"Achamos que se é para ter investigação de alguns assuntos candentes, nós devemos ter de vários assuntos, alguns inclusive que não foram objeto ainda de apuração no Congresso Nacional", afirmou. O governo, que chegou a anunciar a intenção de ampliar o foco da CPI da Petrobrás, agora tenta buscar apoio para instalar uma comissão voltada a apurar a formação de cartel no Metrô de São Paulo.

Em discurso durante a cerimônia de posse de Berzoini, a presidente Dilma Rousseff convocou a base aliada a não aderir a estratégias políticas e eleitorais, em referência à CPI, destacando Berzoini como responsável por negociar com o Congresso. "Tenho certeza de que nossos aliados saberão agir para garantir que motivações meramente eleitorais não acabem por esconder a clareza da verdade na busca por respostas e soluções para os grandes problemas nacionais", disse.

Berzoini afirmou que recebeu como tarefa de Dilma evitar o impacto eleitoral da CPI. "A orientação é que façamos o diálogo com as lideranças da base para ver qual o melhor caminho, justamente para obter o que ela (Dilma) falou no seu discurso, de evitar qualquer tipo de exploração política eleitoral em um assunto tão importante para o Brasil como é a gestão da Petrobrás", afirmou.

"Nossa posição é essa de colaborar, dialogar com os líderes, não dar nenhuma orientação expressa do governo com relação a essa questão. É simplesmente dialogar e buscar entendimento entre os líderes da base aliada na Câmara e no Senado para avaliar qual a melhor forma de evitar exploração política e eleitoral", reforçou o ministro.

Berzoini afirmou ainda que "CPI é um direito da minoria", mas que o governo vai brigar para evitar que a imagem da Petrobrás saia arranhada de uma investigação parlamentar. "Se é para ter um apuração, que seja rigorosamente no campo da legalidade, reduzindo a disputa política eleitoral. Vamos trabalhar com serenidade, porque é uma empresa da maior importância para o Brasil, que não pode ser alvo desse tipo de especulação", afirmou.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, também defendeu a criação de uma CPI para apurar "todos os casos que estão em discussão". O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) já está coletando assinaturas para a criação da comissão que investigaria eventuais irregularidades em licitações de trens e Metrô.

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