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Nova fase da Lava Jato reforça ação para cassação da chapa de Dilma, diz oposição

Oposicionistas consideram que há indícios suficientes para comprovar que 'dinheiro sujo' irrigou a campanha petista

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Daiene Cardoso,
Estadão Conteúdo

22 Fevereiro 2016 | 12h35

Brasília - Líderes de oposição na Câmara dos Deputados acreditam que a nova fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, deve reforçar a ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa da presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer. Os oposicionistas consideram que há indícios suficientes para comprovar que "dinheiro sujo" irrigou a campanha petista e lembram que a prática de caixa 2 já foi denunciada em 2005, durante o escândalo do mensalão do PT.

"O pedido de prisão do marqueteiro João Santana vai reforçar ainda mais a ação contra a presidente Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação de seu mandato por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014. Está claro que o esquema de propina do 'petrolão' abasteceu a campanha. Nem o guru da mentira do PT escapou da Lava Jato", comentou hoje o líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), por meio de nota.

O líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM), relembrou que o então marqueteiro do PT, Duda Mendonça, também foi alvo das investigações do mensalão, mas que na época "nada aconteceu". Para o deputado, as investigações da Operação Lava Jato mostram que o partido exerceu a prática do caixa 2 "reiteradas vezes", até mesmo nas duas eleições de Dilma. "Entendemos que essa Operação Lava Jato realmente está passando o País a limpo e não vai deixar que aconteça o mesmo que aconteceu com Duda", declarou Pauderney em entrevista na manhã desta segunda-feira, 22.

"Do mensalão para o petrolão, é uma questão matemática, de multiplicação da propina. O que estamos assistindo é a repetição de uma trama envolvendo marqueteiros. Se repete agora o esquema que beneficiou Duda Mendonça e o PT na campanha de Lula e que lá atrás não se deu muito atenção", concordou Bueno, ao citar o depoimento de Duda na CPI dos Correios, em 2005, quando ele mencionou pagamentos por meio de contas no exterior.

Pauderney considera que o Palácio do Planalto não pode se esquivar das investigações alegando que desconhecia a prática. "(O governo) Não pode dizer que não é com ele porque é com ele, sim. As provas já estão no TSE e possivelmente a chapa será cassada", prevê.

Líderes de oposição na Casa vão se reunir amanhã para discutir os últimos acontecimentos e definir como será a mobilização para as manifestações de 13 de março contra a presidente Dilma.

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