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Nomes estão predefinidos em São Paulo, Rio e BH

Marina Silva contou que dirigentes chegaram a conversar com 29 deputados federais; cinco parlamentares entraram para a legenda “porque se comprometeram com o programa”

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Gabriela Caesar,
O Estado de S. Paulo

25 Março 2016 | 22h30

A Rede não se preocupa com o número de candidatos, mas com o rigor na seleção desses nomes. É o que afirmou Gabriela Barbosa, coordenadora nacional da sigla. Ela disse que as eleições são consequência “de um debate programático, de um conjunto de valores que a Rede quer para o Brasil”.

Nome de maior peso dentro do partido, Marina Silva contou que dirigentes chegaram a conversar com 29 deputados federais. Desse número, cinco parlamentares entraram para a legenda “porque se comprometeram com o programa”.

Na capital paulista, o vereador Ricardo Young tenta costurar coligação com o PPS e promete construir uma candidatura de oposição à gestão do prefeito Fernando Haddad (PT). O vereador anunciou a adesão ao novo partido em fevereiro – antes, estava no PPS e também havia passado pelo PV em 2010, quando Marina foi candidata ao Planalto pela primeira vez.

O desejo de aliança com a Rede não é unanimidade. “Ele (Ricardo Young) teria de ser mais incisivo, contundente, não ter receio de fazer crítica”, justificou Soninha Francine (PPS). Candidata ao Executivo municipal em 2008 e 2012, Soninha voltará a fazer campanha para se eleger vereadora, cargo que já ocupou entre 2005 e 2008.

Em Belo Horizonte, o partido não pode mais contar com o ambientalista Apolo Heringer Lisboa. Ele não gostou de ter ficado de lado em 2014, quando ensaiava se lançar ao governo de Minas Gerais pelo PSB, que abrigava a ex-senadora na época. “Quero que Marina reconheça o erro em coletiva de imprensa. Não confio mais nela”, disse, sobre o episódio das eleições de 2014. A candidatura na capital ficará para o deputado estadual Paulo Lamac, recém-chegado ao partido.

O líder da Rede na Câmara, deputado federal Alessandro Molon, concorrerá pela segunda vez a prefeito do Rio. Em 2008, então filiado ao PT, ele se desentendeu com a cúpula do PMDB. O conflito rompeu a coligação que o partido desenhava para o pleito e desuniu as lideranças em torno da campanha. Ele terminou em quinto lugar.

Desde o início de março, o deputado tem mais um motivo para disparar contra os anos do PMDB à frente do município e do Estado do Rio. Suas aulas no doutorado em Direito Público não começaram porque a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) entrou em greve.

Alternativas. Enquanto a situação se encaminha em municípios populosos, o amadurecimento de nomes parece estar mais difícil em capitais como Cuiabá (Mato Grosso), onde ao menos oito nomes estão à disposição do partido. Segundo o porta-voz Eron Cabral, ainda é preciso trabalhar para a Rede ser mais bem aceita pela população local.

Já na cidade em que Marina nasceu, Rio Branco (Acre), pode entrar para a disputa o jornalista Toinho Alves, amigo da ex-senadora, ou Júlio Eduardo, conhecido como Doutor Julinho, ex-vereador. “Cada município tem autonomia para se movimentar, fazer diálogo programático, aquilo a que a gente se propõe”, disse Carlos Gomes, dirigente da Rede no Acre.

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