Carmem Pompeu/Divulgação
Carmem Pompeu/Divulgação

No Pará, Jatene toma posse com promessa de melhorar serviços

Governador reeleito fala ainda em aproximar 'ética da política' e não descarta cortar gastos

GABRIELA AZEVEDO, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

01 Janeiro 2015 | 17h05

Belém - O Governador reeleito do Pará, Simão Jatene (PSDB) foi reempossado nesta quinta-feira, 1º, ao lado do seu novo vice, Zequinha Marinho (PSC), na sede da Assembleia Legislativa do Estado. Ele, que vive o terceiro mandato como Governador do Pará - o primeiro foi em 2002 - afirmou que vai priorizar a melhoria dos serviços prestados e a conclusão das obras. A cerimônia que começou com uma celebração religiosa, em seguida a solenidade oficial marcou a assinatura dos termos de posse.

Em discurso, Jatene relembrou a campanha eleitoral, "uma das mais duras que já participei" marcada por "traços não éticos". Jatene derrotou no segundo turno o candidato do PMDB Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho e indicado pela presidente Dilma Roussef agora Ministro da Pesca e Aquicultura. A disputa foi acirrada, Jatene ganhou de 51,72%.

O governador afirmou que a movimentação popular clama por um novo comportamento. "É preciso perseguir permanentemente o objetivo de aproximar a ética da política. A sociedade brasileira não mais aguenta isso. Eu tenho dito que ética e política nunca foram irmãos siameses, mas também não precisam ser inimigos mortais", destacou.

Entre os desafios, Jatene acredita precisar diminuir gastos para melhor servir, com uma readequação administrativa. "É preciso servir bem, mais e melhor. Precisamos estar dispostos a cortar a própria carne, reduzindo despesas, enxugando a máquina pública e buscando, por outro lado, aumentar a nossa disponibilidade de recursos e melhorar a qualidade do gasto público", declarou.

Sobre o Pacto Federativo, Jatene é positivo e acredita que este momento deve chegar. "Sempre falamos muito em Pacto Federativo no Pará, porque a gente sofre muito com isso na carne. O que acontece é que os Estados do Brasil, de maneira geral, estão sofrendo com isso, os municípios nem sem fala. Quando começar a sair o resultado dos fechamentos das contas dos Estados, muitos não vão conseguir fechar e isso nos fortalece e nos une no sentido de que o pacto federativo seja revisto", acredita. O governador reeleito do Pará, ainda empossou o secretariado, que foi renovado em um terço.

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