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No Norte, Aécio diz que pressionar TCU é ‘incabível’

Erich Decat e Pedro Venceslau - ENVIADOS ESPECIAIS / MANAUS E RIO BRANCO - O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2014 | 14h 09

Para candidato à Presidência pelo PSDB, qualquer decisão da corte referente à presidente da Petrobrás, Graça Foster, deve ser respeitada

Atualizado às 22h52
O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, disse neste sábado, em Manaus, que qualquer decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a presidente da Petrobrás, Graça Foster, deve ser respeitada. O tucano foi questionado sobre a possibilidade de Graça ser incluída na lista de dirigentes e ex-dirigentes da estatal responsabilizados pela corte por prejuízos causados pela aquisição da refinaria de Pasadena, nos EUA.

Aécio Neves participou de encontro com prefeitos do Amazonas
Aécio Neves participou de encontro com prefeitos do Amazonas

Na sexta-feira, a presidente Dilma disse achar “um absurdo” a possibilidade de Graça ter seus bens bloqueados pelo TCU e levantou suspeitas de interesses obscuros no processo da corte.

“Qualquer decisão do TCU deve ser respeitada”, afirmou Aécio Neves. Ao Estado, o tucano não quis fazer “juízo de valor” sobre a possibilidade de Graça poder perder o cargo caso tenha as contas bloqueadas, como chegou a afirmar o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.

“Respeito as decisões do TCU, não dá para fazer esse julgamento, não tenho informações para fazer. Agora é incabível qualquer tipo de pressão no TCU, de qualquer forma que se dê. O diagnóstico que faço é de que infelizmente a Petrobrás hoje é uma empresa aparelhada, que não tem capacidade de fazer os investimento que seriam necessários para o crescimento do País.”

‘Desacertos’. Aécio criticou a atuação do governo ao falar sobre a queda de 25% dos lucros da Petrobrás registrada no 1.º semestre. “É consequência dos desacertos do governo. A Petrobrás virou instrumento de política econômica porque o governo fracassa na condução da política macroeconômica, em especial no combate a inflação. A Petrobrás é hoje refém desses desacertos com consequências graves para ela. Esse governo fracassou, acho que vão perder a eleição”, afirmou.

O candidato do PSDB visitou uma comunidade ribeirinha ao lado do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), e gravou imagens com moradores de Julião, a uma hora de barco de Manaus. Entre apertos de mãos e abraços, ele acompanhou a dança de indígenas da etnia barasna. Ao receber o cocar do cacique Santiago, Aécio hesitou em usá-lo. No meio político, o adorno é visto como algo que pode trazer azar.

Nordeste Forte. Depois de deixar Manaus, Aécio desembarcou em Rio Branco, no Acre, onde participou de ato político com o candidato do PSDB ao governo do Estado, Márcio Bittar, e visitou o comitê de outro candidato ao governo, Tião Bocalom, ex-tucano que disputa o governo pelo DEM.

Aos jornalistas, Aécio adiantou que lançará no dia 23, na Bahia, o projeto que está sendo tratado pelos tucanos como a principal vitrine de sua campanha na Região Nordeste. O programa será batizado de Nordeste Forte e deve englobar um pacote de promessas de obras de infraestrutura para a região.

Na capital do Acre, o tucano prometeu, ainda, que, se eleito, construirá uma ponte sobre o Rio Madeira, na BR-364, única via de acesso terrestre do Estado com o resto do Brasil.