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Eleições 2014

Ninguém está deixando o governo, diz Dilma em posse de ministro do PR

RICARDO DELLA COLETTA E RICARDO BRITO - Agência Estado

26 Junho 2014 | 18h 05

Presidente tentou dar tratamento técnico à substituição na pasta dos Transportes definida para evitar a saída da sigla de sua coligação 

Brasília - Sem mencionar em nenhum momento o PR, a presidente Dilma Rousseff deu posse na tarde desta quinta-feira, 26, aos novos ministros dos Transportes e da Secretaria Especial dos Portos e disse que está “realocando” as melhores pessoas em lugares diferentes. “Ninguém está deixando o governo”, enfatizou a presidente na rápida e pequena solenidade realizada no Palácio do Planalto. 

O ministério dos Transportes é da cota do PR, partido aliado do governo que ameaçava não se coligar com o PT caso o então titular da pasta, César Borges, não fosse demitido. Temendo ter mais uma baixa no seu projeto de reeleição, após a saída do PTB de sua coligação para apoiar a chapa de Aécio Neves (PSDB), Dilma cedeu às pressões e substituiu Borges pelo ex-ministro Paulo Sérgio Passos, que já ocupou a pasta antes. Borges, por sua vez, foi nomeado ministro dos Portos. O ocupante da pasta até hoje, Antonio Henrique Pinheiro, virou secretário executivo. 

Apesar das pressões políticas, Dilma tentou dar um tratamento técnico à substituição e afirmou que esta é uma “reorganização no time que toca a infraestrutura logística do governo”. “Quero deixar claro que os três são a linha de frente do meu governo num trabalho que está transformando o Brasil num País mais desenvolvido e competitivo”.

César Borges, embora minado por seu próprio partido, foi elogiado por Dilma, que disse que ele levará relevante experiência para a secretaria dos Portos. Sobre o novo ministro dos Transportes, então alocado na Empresa de Planejamento e Logística, Dilma disse que ele volta para um cargo que “conhece como poucos”. 

“Nossa capacidade de produção de riquezas e de crescimento da economia depende de mantermos o ritmo acelerado da entrega das obras”, disse Dilma. “Estou tranquila porque o Paulo Sérgio acompanhava de perto o processo de concessões, já que presidia a Empresa de Planejamento e Logística”, concluiu. 

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