Adriano Machado/ Reuters
Adriano Machado/ Reuters

Nardes diz que governo tenta intimidá-lo e que TCU não vai se acovardar

Relator do processo que analisa as contas de Dilma em 2014 divulgou nota em resposta ao pedido do governo para afasta-lo do caso

FÁBIO FABRINI, O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2015 | 18h32

Brasília - O ministro Augusto Nardes, relator do processo que avalia as contas do governo em 2014, disse nesta segunda, 5, repudiar as declarações dos ministros Luis Inácio Adams (Advocacia Geral da União) e José Eduardo Cardozo (Justiça) sobre a suposta antecipação de voto. "O governo está tentando intimidar a mim e ao TCU, mas não vamos nos acovardar", declarou em nota divulgada nesta segunda à imprensa. "Realizamos um trabalho técnico de forma eficiente e coletiva na análise das contas", acrescentou.

Nesta segunda-feira, o ministro Adams entregou documentos nos quais afirma que Nardes descumpriu a Lei Orgânica da Magistratura e normativas do próprio TCU ao supostamente emitir opiniões em processo pendente de julgamento. Com base nesse argumento, pediu o afastamento do relator do caso, o que será analisado pela Corte.

Na nota desta segunda-feira, Nardes nega "categoricamente" qualquer infração. "Não antecipei meu voto em momento algum e nem divulguei o relatório e voto relativos às contas de 2014 para a imprensa", afirma o ministro do TCU. Ele disse que não foi responsável pelo vazamento do parecer prévio finalizado na última sexta-feira, 2, e antecipado pelo Estadão.com. "Não fui o responsável por dar publicidade a essas informações. Essa divulgação não foi feita pelo meu gabinete", diz.

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