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'Não vou me opor', diz Serra sobre criação de CPI

PEDRO VENCESLAU - Agência Estado

24 Março 2014 | 18h 48

O ex-governador José Serra reavaliou nesta segunda-feira sua posição contrária à criação de uma CPI para investigar a compra da usina de Pasadena. "Se o partido e as lideranças do PSDB no Congresso acharem necessário, não vou me opor", afirmou Serra durante evento no Palácio dos Bandeirantes que reuniu cerca de 500 prefeitos do interior do Estado para assinatura de convênios.

Questionado sobre a declaração que deu na última sexta-feira, em evento em Campos do Jordão, Serra afirmou: "Apenas dei a minha opinião, inclusive sem saber a dos outros." Na ocasião, o ex-governador tucano disse que uma "boa investigação do Ministério Público" já seria "satisfatório". "Vamos ver como é que o Ministério Público toca isso e, se essa investigação não andar direito, aí cabe uma CPI", afirmou na semana passada.

A mudança de opinião de Serra segue o movimento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Depois de afirmar, na semana passada, que a proximidade das eleições poderia tornar a CPI "partidarizada", FHC soltou uma nota no domingo defendendo a instalação da comissão. "Os acontecimentos revelados pela imprensa sobre malfeitos na Petrobras são de tal gravidade que a própria titular da Presidência, arriscando-se a ser tomada como má gestora, preferiu abrir o jogo e reconhecer que foi dado um mau passo no caso da refinaria de Pasadena", escreveu o ex-presidente.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) não se manifestou sobre o assunto nesta segunda-feira, mas em evento em Campos do Jordão na semana passada afirmou que não havia necessidade de criar uma CPI para apurar o caso. Na terça-feira, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, pretende apresentar o pedido para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a compra da refinaria de Pasadena, um negócio que custou R$ 1,2 bilhão à Petrobras.

Futuro

Durante o evento desta segunda-feira, Serra desconversou sobre a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara nas eleições de outubro, mas deu pistas de que este deve ser seu caminho. "O que eu sinto é um clima político muito favorável para mim, inclusive prefeitos de outros partidos me apoiam", afirmou.

Nas últimas semanas, Serra tem intensificado sua agenda política com visitas a cidades do interior do Estado e conversas com dirigentes do partido. Na última sexta-feira, ele esteve em Campos de Jordão participando do Congresso da Associação Paulista dos Municípios, que contou com a presença de prefeitos e vereadores do Estado. A cúpula do PSDB paulista espera que o governador entre na disputa como candidato a deputado federal para ajudar a legenda a ampliar sua bancada na Câmara.

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