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Mensalão mineiro

'Não vamos confrontar o Supremo se Azeredo for condenado'

Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2014 | 18h 15

Para presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, impacto do mensalão mineiro na campanha será 'zero'

São Paulo - A cúpula do PSDB e os aliados diretos do senador Aécio Neves, provável candidato tucano à Presidência, afinaram o discurso no caso do mensalão mineiro depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a condenação do deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) a 22 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

"Se existe alguma similaridade entre os dois casos (mensalão mineiro e do PT), ele (Azeredo) não seria o Delúbio. Ele seria o Lula. Afinal, foi o Supremo que decidiu que o Presidente da República não tinha tempo para operar um esquema como esse", disse ao Estado o deputado federal Marcus Pestana. Presidente do PSDB-MG, ele é um dos mais próximos interlocutores de Aécio.

Ainda segundo o dirigente, o impacto político do caso na campanha será "zero". "Lula foi eleito em plena crise do mensalão", lembra o tucano. Questionado sobre qual será a postura do partido se uma eventual condenação for decidida pelo STF, Pestana marca posição para se distanciar dos adversários.

"Não vamos cair na tentação de confrontar o STF". O tema será objeto de discusssão na reunião da executiva nacional do PSDB, que acontecerá amanhã, em Brasília. Segundo um integrante da cúpula da sigla, a ideia é unificar o discurso e a estratégia, e repassar isso aos dirigentes e quadros estaduais do partido.

A tese central é que não há como igualar os dois mensalões. "Não são casos iguais. Em Minas, tarta-se da legalidade no patrocínio de eventos que são tradicionais, o que é muito diferente da compra mensal de apoio político", diz o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PE). Apesar dos gestos de solidariedade, o partido não deve organizar evento de desagravo ou soltar nota oficial defendendo Azeredo. "O que o STF decidir, nós vamos acatar", diz Cunha Lima.

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