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Eleições 2014

Não vamos acabar com direitos na área trabalhista, afirma Aécio

Elizabeth Lopes, Suzana Inhesta e Francisco Carlos de Assis - Agência Estado

02 Junho 2014 | 12h 10

Pré-candidato do PSDB à Presidência participou de entrevista promovida pelo Estado e pela Agência Corpora Reputação Corporativa, onde expôs suas propostas para a economia em eventual governo

Werther Santana/Estadão
WS10 SÃO PAULO 02/06/2014 - AÉCIO NEVES - POLITICA - Aécio Neves do PSDB é o segundo pré-candidato à Presidencia da República, entrevistado da série ''Cafés da Manhã Estadão Corpora'' no hotel Caesar Park Faria Lima, na Rua Olimpiadas, 205, na Vila Olimpia na zona sul da capital paulista, nesta segunda-feira. FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO

SÃO PAULO - Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves afirmou nesta segunda-feira, 2, que, se eleito, não acabará com os direitos trabalhistas."Eu fui constituinte. Ao contrário do PT, eu assinei a constituinte trabalhista. O que tenho defendido é que a partir de demandas dos próprios sindicatos e trabalhadores, pode haver mais uma relação direta com empresários", disse o tucano durante evento com empresários promovido pelo Estado e pela Agência Corpora Reputação Corporativa.

Em abril, no entanto, o tucano chegou a defender mais de uma vez a flexibilização das leis trabalhistas para o setor do turismo. A primeira foi no começo do mês em encontro com empresários do setor. A segunda, em reunião na Associação Comercial de São Paulo. "Temos que ter coragem de debater isso. Em determinados eventos e regiões, a falta de flexibilização no turismo tem levado à informalidade", disse o senador na ocasião. 

Segundo ele, será natural e importante que haja um novo nível da relação dos sindicatos e trabalhadores e a negociação direta deve ser ampliada e estimulada. 

Inflação. Aécio disse ainda que a inflação, em sua eventual gestão, terá tolerância zero. "O centro da meta é que vamos buscar e não o teto. No primeiro ano podemos estreitar as bandas, que hoje são excessivamente largas". Segundo ele, previsibilidade e regras claras "é o que vamos fazer".

Com relação ao etanol, o tucano disse que é preciso ter metas para a matriz de combustível. "É importante para darmos segurança aos que investiram neste setor e viram isso se perder", comentou.

Ao falar do Ministério das Relações Exteriores, Aécio criticou o aparelhamento que está ocorrendo neste setor e em outros. Ele também se disse preocupado com as propostas de controle dos meios de comunicação em estudo pelo PT. "Controle dos meios de comunicação é censura. A liberdade de imprensa é o maior valor numa sociedade democrática. E me preocupo porque este controle poderá ocorrer em outras áreas."

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