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Andre Dusek/Estadão

'Não tenho interesse nenhum', diz Barbosa sobre julgamento de infringentes

Presidente do Supremo demonstrou desinteresse sobre possibilidade de réus serem absolvidos pelo crime de formação de quadrilha

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Ricardo Brito,
O Estado de S. Paulo

20 Fevereiro 2014 | 16h40

Em meio às especulações sobre sua saída do Supremo Tribunal Federal para disputar as eleições, Joaquim Barbosa afirmou nesta quinta-feira, 20, que "não tenho interesse nenhum. Der o que der, para mim (tanto faz)", quando questionado sobre a análise dos embargos infringentes de cinco condenados do mensalão, realizada nesta quinta. A Corte julga nesta tarde os recursos do ex-ministro José Dirceu,  ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, ex-presidente da sigla, José Genoino, e os ex-dirigentes do Banco Rural, Kátia Rabelo e José Roberto Salgado referentes ao crime de formação de quadrilha.

A postura do presidente do STF, diferente da que ele vinha adotando ao longo do processo, ocorre após uma matéria publicada no sábado pela revista Veja afirmar que o ministro estaria se preparando para deixar a Corte depois do julgamento dos últimos recursos do mensalão. Além disso, como revelou o Estado nesta semana, o pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, está tentando de aproximar do ministro para que ele dispute o Senado pela sua legenda.

Nesta tarde, contudo, Barbosa desconversou sobre a possibilidade de sua candidatura e chegou a afirmar que essa hípótese seria "conversa". Em nota divulgada pela assessoria do STF no sábado, contudo, o ministro afirmou que pretende deixar a Corte antes de completar 70 anos. Atualmente ele tem 59 anos.

Em relação aos recursos do mensalão, a previsão inicial é que, em abril, o Supremo encerre a votação deles. O mês também será o prazo final para o ministro se filiar a um partido e disputar as próximas eleições de outubro.

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