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'Não tem operação Lava Jato, é operação Lava Cunha', critica presidente da Câmara

Peemedebista que teve R$ 9,6 milhões na Suíça sequestrados pelo Supremo Tribunal Federal volta a acusar o Ministério Público de perseguí-lo

Ana Fernandes e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2015 | 21h18

São Paulo - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta noite que não há mais Operação Lava Jato, mas uma operação "Lava Cunha". Em entrevista ao tucano Fernando Capez, na TV da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cunha disse ter convicção de que ele é "alvo seletivo" das investigações por razões políticas".

Poucas horas após o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, ter determinado o sequestro de 2,4 milhões de francos suíços, ou R$ 9,6 milhões, em nome de Cunha e de sua esposa, Cláudia Cordeiro Cruz, na Suíça, o presidente da Câmara disse ser vítima de um "bombardeio" há pelo menos 15 semanas e alegou que as informações vazadas são "verdadeiros absurdos".

"Estou debaixo de uma artilharia direcionada. Eu fui eleito pelo Ministério Público como se eu fosse o chefe do 'petrolão'. Parece que só existe eu no mundo. O pessoal estava brincando hoje, não tem operação Lava Jato, é operação Lava Cunha", queixou-se o peemedebista.

Apesar do discurso de perseguido político, Cunha disse que vê a "turbulência" com naturalidade e que todo político deve estar preparado para enfrentar pressões. "Estou preparado psicologicamente para esse enfrentamento, tenho absoluta convicção que tenho condições de fazer prova contrária de todos os absurdos que estão divulgados."

Renúncia. Cunha reiterou que não pretende renunciar ao cargo de presidente da Câmara e disparou contra a presidente Dilma Rousseff. "Antes de querer falar de mim, cobrem também da presidente da República, que está sem apoio popular nenhum, que ela tem que renunciar", afirmou. Ele repetiu que a possibilidade de ele deixar o cargo voluntariamente é zero. "Não há a menor hipótese de eu renunciar", frisou.

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