Não haverá paralisia no Senado, diz Renan

Senador responde a preocupações de Lula em relação a uma ´paralisia´ na Casa

Agencia Estado

25 Junho 2007 | 15h54

O presidente do Senado, Renan Calheiros afirmou nesta sexta-feira, 22, aos jornalistas que o aguardavam no Senado, que não haverá crise institucional envolvendo a Casa e que o Senado está funcionando normalmente, votando matérias, e continua dedicado a seu trabalho de legislar. Segundo informações da Agência Senado, Renan disse também que não permitirá devassa na vida de nenhum senador. A primeira pergunta que lhe fizeram foi sobre as preocupações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com relação a uma crise envolvendo a instituição. "Nós votamos duas medidas provisórias; recebemos chefes de Estado, chefes de governo. As comissões permanentes votaram durante toda a semana, funcionaram normalmente. E nós acertamos com os líderes partidários que vamos, na próxima terça-feira (26), votar as demais medidas provisórias, votar os projetos sobre zonas de processamento de exportação, os casos da Sudam e da Sudene. As negociações estão adiantadas. Enfim, o Senado está funcionando e vai continuar funcionando´´, garantiu Renan. Perguntado se havia risco de paralisia no Legislativo, Renan foi direto: "Absolutamente, não há risco de paralisia. Não há nada a explicar. As explicações que tinha para serem dadas eu já as dei. Autentiquei a veracidade delas, de modo que estou absolutamente tranqüilo, cumprindo meu papel, cuidando das minhas responsabilidades, como sempre fiz´´, ressaltou. O presidente do Senado foi perguntado então sobre o desejo de alguns parlamentares de que a acusação a que responde, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, baseada na suspeita de que pagou pensão alimentícia a uma filha menor mediante os favores de um lobista, deveria ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal. ´´Não sei. Não é problema meu. Eu não vou é permitir que o Senado entre em crise institucional. Quem está pensando nisso está redondamente enganado. O Senado é uma instituição importante, tem 180 anos, e construiu a democracia brasileira, que é insubstituível. Nós temos é que fortalecer o Senado´´ ressaltou Renan. O presidente do Senado também se referiu aos documentos apresentados, há duas semanas, em Plenário, para amparar sua defesa. ´´Eu fiz questão de entregar meus documentos, que são documentos verdadeiros, atestados, mas eu não vou permitir de forma nenhuma que façam devassa na vida de nenhum senador ´´ reiterou Renan. (Com Agência Senado)

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