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'Não há mais o que fazer', diz Renan sobre CPI da Petrobrás

Débora Álvares - O Estado de S. Paulo

27 Março 2014 | 13h 23

Presidente do Senado deve negociar com líderes nesta quinta a data das próximas etapas antes da abertura das investigações; governistas trabalham para senadores retirarem assinaturas

Brasília - O presidente da Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que "não há mais o que fazer" sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás. "Evidentemente que uma CPI em ano eleitoral mais atrapalha do que facilita a vida do Brasil. Mas agora não há mais o que fazer, porque temos o requerimento, o fato determinado, o pedido, o número de membros da própria comissão. Vamos marcar a data, fazer a conferência dos nomes e instalar a CPI", disse.

Publicamente contra a comissão, Renan reiterou em seguida que ainda precisa negociar com os líderes da Casa a data das próximas etapas anteriores à abertura das investigações. Embora a oposição tenha conseguido uma assinatura a mais do que o necessário - o requerimento recebeu a adesão de 28 senadores; eram necessárias, pelo menos, 27 -, a CPI ainda não está garantida. Isso porque, regimentalmente, os senadores podem retirar seu apoio.

Na noite de quarta mesmo, quando se confirmou a coleta da quantidade de nomes necessários, governistas já começaram a trabalhar para convencer adeptos da CPI a retirarem o apoio.

Os próximos passos, a partir de agora, são marcar a data de leitura do requerimento de CPI no Plenário e fazer a conferência de assinaturas. Renan disse que, ainda nesta quinta, vai conversar com as lideranças partidárias para avaliar a melhor data para isso. "Vou conversar por telefone com os lideres e ver com eles do ponto de vista do encaminhamento, da necessidade de nós instalarmos rapidamente como deveremos fazer."

O presidente do Senado não garantiu, contudo, que o requerimento siga para plenário já na próxima semana. Isso porque, os líderes da base tentarão atrasar o quanto puderem a instalação.

Até a meia noite do dia em que o pedido de investigação for lido no plenário, os senadores poder retirar assinaturas. Caso a investigação continue contando com o apoio de, no mínimo, 27 parlamentares, a Comissão de Inquérito é instalada. Para isso, contudo, Renan ainda precisará indicar os membros da CPI. Para minimizar os danos ao governo em ano eleitoral, a estratégia será tentar colocar um peemedebista na presidência e um petista a relatoria.