Não dá para fazer reforma política Frankenstein, diz Chinaglia

Presidente da Câmara quer votar alternativa à lista fechada na próxima semana

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h40

Um dia depois de a Câmara adiar a votação da proposta de reforma política, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que é preciso um esforço para votar na próxima semana um substitutivo à proposta. Ao chegar para o seminário sobre reforma política, promovido pelo Conselho do Desenvolvimento Econômico e Social, na Confederação Nacional do Comércio, Chinaglia ressaltou, porém, que o substitutivo não pode alterar totalmente a proposta. "Você não pode fazer uma reforma Frankenstein, pois é preciso uma proposta que tenha coerência sistêmica e lógica", afirmou. O relator da proposta de reforma política, Ronaldo Caiado (DEM-GO), disse que é possível chegar a um meio termo, em um dos pontos divergentes, que é a lista fechada, pela qual os eleitores passam a votar nos partidos e não mais nos candidatos. Caiado adiantou que uma alternativa seria flexibilizar a proposta da lista fechada, permitindo que o eleitor possa, além de votar no partido de sua preferência, mudar a posição dos candidatos, na lista apresentada pelas legendas. "No momento em que se flexibiliza a lista, no entanto, tem de se ampliar os mecanismos de fiscalização para evitar o caixa dois", afirmou Caiado. Além de Chinaglia e Caiado, participa também do seminário o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia. A votação do projeto da reforma política foi adiada na quarta-feira por falta de apoio político para os defensores de lista fechada. Os defensores da proposta articularam o adiamento da votação para evitar uma derrota no plenário.

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