Suamy Beydoun/Agif
Suamy Beydoun/Agif

'Não cabe à Fiesp falar sobre renúncia de presidente', diz Skaf

Presidente da entidade que foi uma das fiadoras do impeachment de Dilma Rousseff diz que federação não discute política, mas economia

Pedro Venceslau, Daniel Weterman e André Ítalo, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2017 | 18h27

Após participar ativamente do movimento pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, diz agora que não cabe à entidade opinar sobre a renúncia ou permanência de Michel Temer no Palácio do Planalto. O empresário deu declaração ao Estado após um seminário sobre reforma política na sede da federação. Skaf é alvo de inquérito no âmbito da Operação Lava Jato.

A Fiesp defende a renúncia de Michel Temer ou defende a permanência dele no governo?

Não cabe à Fiesp falar sobre renúncia de Presidente da República, mas defender a retomada do crescimento do País e soluções para os 15 milhões de pessoas que estão sem emprego. Cabe à Fiesp defender reformas estruturais para recuperar a competitividade.  

Mas no caso da Dilma Rousseff cabia falar em impeachment...

No caso da Dilma era uma situação diferente. Ela havia perdido completamente o controle do País. Vivemos dois anos seguidos de crescimento negativo de 3,8%, tanto que acumulou mais de 13 milhões de desempregados.

Temer não perdeu o controle do País?

O que nós observamos nessa fase foi um controle inflacionário. A inflação ficou abaixo da meta. Os juros caíram e o crédito caminha em boa direção e o câmbio está menos volátil. As reformas estruturais estão sendo aprovadas. Não há como comparar uma situação com a outra.  As situações são completamente diferentes. 

Então é a economia que determina a necessidade de pedir impeachment?

A Fiesp se refere a economia. Cabe à Fiesp discutir economia, não política. São situações incomparáveis.  

 

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