Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Não adianta renegociação das dívidas sem contrapartidas, insiste Temer

Presidente afirmou que, se os Estados não cumprirem limitações, voltam 'para o vinagre' e negou que aprovação na Câmara tenha sido uma derrota do Planalto

Francisco Carlos de Assis e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2016 | 12h20

MOGI DAS CRUZES - O presidente da República, Michel Temer (PMDB), fez um rápido discurso, na manhã desta quarta-feira, 21, durante a entrega de unidades residenciais do Minha Casa Minha Vida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e abordou a aprovação da renegociação das dívidas dos Estados com a União, aprovada nesta terça-feira, 20, pela Câmara do Deputados, o que na avaliação de analistas se configurou em uma derrota para o Planalto, pois o projeto foi aprovado sem contrapartidas.

De acordo com Temer, o governo deverá deferir a negociação da dívidas dos Estados, mas desde que eles cumpram algumas limitações. "Não adianta deferirmos a renegociação das dívidas sem algumas contrapartidas, porque depois, se me permite a expressão, os Estados voltam novamente para o vinagre", disse o presidente.

Segundo ele, em uma democracia é normal o Executivo enviar um projeto e o Parlamento modificá-lo. E acrescentou ter estranhado a afirmação da imprensa de que o governo federal teria sido derrotado pela aprovação da renegociação da dívida dos Estados.

Ele disse não ver dessa forma, porque o projeto foi enviado pelo Executivo e foi aprovado. Segundo o presidente, quando um governador entrar com um pedido de recuperação fiscal, deve ser sancionado.

"Estamos inclinados a deferir a renegociação das dívidas, desde que as contrapartidas sejam bem alinhavadas", disse o presidente. 

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