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Política

Luiz Inácio Lula da Silva

Propriedade em Monte Alegre é conhecida como ‘sítio do Lula'

Ex-presidente frequentava propriedade antes de assumir Planalto

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Ricardo Brandt,
O Estado de S.Paulo

05 Março 2016 | 16h16

MONTE ALEGRE SO SUL - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes de passar a usar o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP) – alvo da força-tarefa da Operação Lava Jato –, frequentava outra propriedade rural, o Sítio Valeska, que pertence ao advogado Roberto Teixeira, seu compadre. São cinco áreas que formam dois sítios batizados com os nomes das filhas do advogado, Valeska e o Ilh’arissa, em Monte Alegre do Sul (SP).

Juntas, as áreas formam uma única propriedade com características comuns com o sítio de Atibaia, como ampla área de lazer, lago para pesca, adega de vinhos e chalé de visitas. A propriedade tem uma ilha particular num trecho privativo do Rio Camanducaia. Por causa da presença frequente do ex-presidente na cidade entre os anos 1980 e 1990, o Valeska é conhecido na cidade como “sítio do Lula”.

Sítio Valeksa, em Monte Alegre do Sul, em São Paulo, frequentado por Lula antes do Planalto

 

Nos registros oficiais, a propriedade aparece em nome de Teixeira, da mulher dele, Elvira, e das filhas, Valeska e Larissa.

Roberto Teixeira mora em São Paulo e passa os fins de semana com a família em Monte Alegre. Além do topógrafo de confiança indicado para medir e demarcar o terreno do sítio em Atibaia, o compadre de Lula tem um pedreiro que o acompanha desde que virou dono de terras na cidade.

No local, numa parte disponível do imóvel para venda, uma placa indica o contato de um e-mail da empresa Mito Participações e telefones em São Paulo.

As duas últimas visitas públicas de Lula ao local foram nos casamentos das filhas de Teixeira, Valeska e Larissa – na época em que ainda era presidente da República. Valeska é casada com o advogado Cristiano Zanin Martins, defensor do petista. O ex-presidente petista foi padrinho do casal.

‘Causos’. Entre os moradores, sobram “causos” sobre a época em que Lula ainda não era presidente e era visto com frequência em Monte Alegre. A “lenda” do cheque sem fundo deixado pelo ex-presidente em um boteco da cidade em sua época de sindicalista ainda é corrente.

“O Lula não saía daqui. Isso antes de ser presidente, na época que era sindicalista e depois quando passou a disputar cargos. Vinha tomar as cachaças dele aqui e vivia pela cidade”, lembra Dirceuzinho, dono da única pousada urbana de Monte Alegre. Foi na cidade que o filho mais novo de Lula, Luís Claudio, foi batizado por Teixeira. 

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