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Movimentos contrários ao ajuste fiscal se reúnem em frente à Petrobras em SP

Cerca de 300 manifestantes ligados à CUT e ao MST pedem a saída do ministro da Fazenda Joaquim Levy

Ricardo Leopoldo , O Estado de S. Paulo

03 Outubro 2015 | 09h54

Cerca de 300 pessoas se reuniram na tarde deste sábado em frente à sede da Petrobrás em São Paulo para realização do ato "em defesa da democracia, da Petrobrás e contra o ajuste fiscal". A maioria dos participantes é ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e também há representantes de movimentos sociais como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e Central de Movimentos Populares.

Entre as várias faixas exibidas pelos manifestantes, destacam-se uma em que se lê "Defesa do movimento popular, abaixo o plano Renan-Levy" e outra que diz "Fora, Levy, eu quero a Dilma que elegi".

"O ministro Joaquim Levy simboliza a guinada da política econômica da presidente Dilma Rousseff. Ele representa corte de gastos, o que está relacionado com a realidade que temos, que é 1 milhão de desempregados formais, adiamento da liberação de verbas para o Minha Casa Minha Vida e fechamento do Farmácia Popular", comentou Marcus Sokol, membro da Executiva Nacional do PT.

Na avaliação do presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, a manifestação deste sábado, que representa 30 entidades populares e de trabalhadores, é, em primeiro lugar, um apoio explícito à Petrobras, que faz hoje 62 anos. "Além da defesa da democracia, contra o impeachment da presidente Dilma, é importante destacar essa companhia que é patrimônio nacional", disse. "É preciso separar duas questões. Uma delas é a apuração de atos de dirigentes da Petrobras que teriam cometido corrupção e devem responder perante a lei. Mas a estatal é uma companhia muito importante para o País e é preciso que continue trabalhando para viabilizar investimentos e geração de empregos, como vem fazendo há muito anos".

Izzo também destacou que é preciso uma reversão da política econômica da presidente Dilma Rousseff, que hoje é encabeçada pelo ajuste fiscal defendido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. "É preciso mudar essa política para que o País possa voltar a crescer, criar empregos e melhorar suas perspectivas no curto prazo", afirmou

Pró-Dilma. Manifestações em defesa da democracia foram marcadas para este sábado, 3, em diversas cidades brasileiras. Convocados pela Frente Brasil Popular - formada por centrais sindicais, movimentos sociais, estudantis e populares -, os atos marcam o Dia Nacional em defesa da democracia, da Petrobrás e contra o ajuste fiscal. A data foi escolhida por comemorar o 62º aniversário da Petrobrás. Em São Paulo, os atos partiram da Avenida Paulista, em frente ao prédio da estatal, às 14 horas. 

Campinas

Segundo a Polícia Militar, cerca de 200 manifestantes ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Frente Brasil Popular e Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo se reuniram na cidade do interior de São Paulo. Os manifestantes levavam faixas e cartazes pedindo uma Petrobras 100% pública e transparente. O grupo se concentrou na Estação Cultura e seguiu em passeata pelas ruas do centro até a Praça da Catedral. Trabalhadores de Cosmópolis e Hortolândia chegaram de ônibus e se juntaram à manifestação que transcorreu sem incidentes, segundo a PM. Por volta do meio-dia, os manifestantes ocuparam vários ônibus e deixaram a cidade. De acordo com a CUT, eles participariam de outra manifestação na capital.

(Colaboraram Carmen Pompeu, Leonardo Augusto, Julio Cesar Lima e José Maria Tomazela)

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