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Morre em São Paulo o ex-prefeito Celso Pitta

Ricardo Valota, da Central de Notícias, e Chiara Quintão, da Agência Estado

21 Novembro 2009 | 06h 45

Político e economista enfrentava cancêr no intestino; enterro será no Morumbi

Celso Pitta ao lado de Paulo Maluf durante campanha eleitoral em agosto de 1996. Foto: Heitor Hui/AE

 

SÃO PAULO - Faleceu, aos 63 anos, no final da noite de sexta-feira, 20, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Ele vinha lutando contra um câncer e estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. O velório começou por volta das 13h na Assembleia Legislativa de São Paulo, na região do Ibirapuera. O enterro está previsto para as 17h, no Cemitério Getsêmani, no Morumbi, na zona sul da capital paulista.

 

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O estado de saúde de Pitta se agravou muito nos últimos dias e o quadro já estava irreversível. No dia 24 de janeiro, o ex-prefeito passou por uma cirurgia no mesmo hospital para retirada de um tumor no intestino. Os médicos responsáveis pela equipe que tratava do ex-prefeito eram Raul Cutait e Paulo Hoff, os mesmo que cuidam da saúde do vice-presidente José Alencar. A esposa de Pitta, Rony Golabeck, passou a madrugada no hospital e por enquanto não falou com a imprensa.

 

Alguns amigos de Pitta estão presentes ao velório, como a dermatologista Ligia Kogos. "Pitta nunca se queixou da doença. Ele caiu numa armadilha política e não esperava que depois disso tudo ia sofrer tamanho abandono", disse ela aos jornalistas.

 

O ex-secretário de Esportes na gestão Pitta, Fausto Camunho, disse que o ex-prefeito "não teve apoio político em todo o período em que esteve na prefeitura. Eu tive todo o apoio necessário quando estava na secretaria. Foi na gestão dele que criei a escolinha de esportes da prefeitura". Camunho disse que falou por telefone com Pitta nos últimos dias e que o ex-prefeito estava desanimado.

 

  

Celso Pitta esteve à frente da Prefeitura de São Paulo de janeiro de 1997 e dezembro de 2000. O mandato foi marcado por suspeitas de corrupção, com denúncias surgindo em março de 2000, principalmente por parte de sua ex-esposa, Nicéia Camargo. As denuncias envolviam vereadores, subsecretários e secretários - entre as denúncias, está o escândalo dos precatórios.

 

 

Atualizado às 13h40 para acréscimo de informações.