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ANDRE DUSEK | ESTADAO CONTEUDO

Moreira Franco diz que PMDB vai romper com o governo

Ex-ministro fala em 'saída de Dilma' e afirma que 'sentido de urgência' do partido está 'conectado à vontade do povo'

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Luciana Nunes Leal,
O Estado de S. Paulo

18 Março 2016 | 14h16

Rio - Um dos dirigentes peemedebistas mais próximos do vice-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco disse nesta sexta-feira, 18, que a reunião do diretório nacional do PMDB marcada para o próximo dia 29 vai aprovar rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff. Em sua conta no Twitter, escreveu: "O sentido de urgência do PMDB é conectado à vontade do povo. No passado foi assim. Agora, na saída de Dilma também. Terça, 29, vai decidir rompimento". 

"A tendência é de rompimento, acho que se consolidou. É só você olhar as ruas", disse Moreira ao Estado, em referência aos protestos contra o governo e o PT. "O PMDB tem o sentido da urgência, anda de acordo com a vontade popular", afirmou.

Questionado sobre como será, na prática, o rompimento com o governo, o ex-ministro disse que esse tipo de decisão será tomada pelo diretório nacional. "Romper é romper", declarou. 

Em convenção realizada no sábado, 12, o PMDB optou por um prazo de trinta dias para decidir se continuará aliado ou se romperá com o governo. No entanto, o agravamento da crise, motivado pela divulgação de grampos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou o partido a antecipar a reunião.

Na quinta-feira, 17, o comando do PMDB decidiu não participar da posse conjunta de Lula na Casa Civil, do deputado Mauro Lopes (PMDB-MG)  na Secretaria de Aviação Civil e do procurador Eugênio Aragão no Ministério da Justiça. A ida de Lopes para o governo aconteceu à revelia da decisão da convenção nacional do partido, que proibiu os filiados a assumirem cargos no governo. O novo ministro da Aviação Civil deverá ser expulso do PMDB.  

 

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